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sábado, 27 de maio de 2017

FUI ENGANADA! MENTIRAM PARA MIM!*

Por Ana Mônica Jaremenko*

de Vladimir Carvalho (1984).
Estou com muitas dores, no corpo e na cabeça. Então, resolvi ficar quietinha no sofá. Aos sábados, a programação das TV's é horrível. Sem saída, mudando de canal, parei na TV Senado.

Qual não foi minha surpresa ao constatar que estava sendo exibido o filme "O evangelho segundo Teotônio Vilela", de 1984, dirigido por Vladimir Carvalho.

Qual não foi minha surpresa maior ao descobrir que FUI ENGANADA até agora! Que MENTIRAM PARA MIM, eu que me acho tão antenada!

Começo a assistir ao filme no ponto em que Teotônio Vilela está dando um depoimento, ao lado de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, justamente no momento em que ele fala para se organizar SAQUES, VIOLÊNCIA URBANA, GREVES, REVOLUÇÃO (tempo no filme: a partir de 55:32). Para quem quiser assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões, é só clicar AQUI.

Estou de queixo caído! TEOTÔNIO VILELA, aquele que eu considerava ser o "Herói das Diretas Já 1983" na VERDADE era COMUNISTA!

As lições que tiro dessa experiência:

1- que ainda tenho muito que aprender;
2- temos que reler a História do ️Brasil, ler nas entrelinhas e contar a VERDADE a esta e às futuras gerações.

de Vladimir Carvalho (1984).

#EuSouConservadora
#EuSouAnticomunista
#LendoNasEntrelinhas


* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

#TEMERGATE E O ÁUDIO QUE NADA PROVA*

A grande cilada armada contra Michel Temer

Por Ana Mônica Jaremenko*

Parei para ouvir o áudio do #TEMERGATE. Joesley Batista é mesmo um pilantra! Amigo de Lula, armou uma arapuca infantil gravando encontro com o Presidente Temer e Temer caiu direitinho!!! Isso é o que mais me espanta em toda essa história.

Antes de ser recebido por Temer no Palácio do Jaburu, em março 2017, o dono da JBS já havia tentado marcar audiência com o Presidente pelo menos cinco vezes, sem sucesso.

A GRANDE FARSA

Em 17 maio, a Globo anuncia em Plantão do Jornal Nacional que Temer havia sido "pego" em gravação, incentivando pagamento de propina a Eduardo Cunha. Com essa mentira em rede nacional, o meio político, as redes sociais e a imprensa ficaram em polvorosa. Os "Boicotadores do Brasil" de plantão começaram uma feroz campanha de impeachment contra o Presidente e pedindo "Diretas Já".

Como a esquerda sempre faz a tarefa de casa direitinho, mostraram desde o anúncio do áudio que eles sabem colocar em prática muito bem o ensinamento de Joseph Goebbels, o marqueteiro de Adolf Hitler, que dizia "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade".

O ÁUDIO

O ponto citado pela Globo refere-se ao que Michel Temer fala após Joesley Batista comentar que "está de bem com o Eduardo". Ora, Temer simplesmente diz na sequência: "Tem que manter isso, viu?". (Essa passagem pode ser ouvida no tempo 11:00-11:20 do vídeo).


Não estou defendendo Temer e nem sou PMDbista. Mas, ou eu sou muito ingênua ou o que eu ouvi NÃO INCRIMINA NINGUÉM! Eu, em uma situação similar, em uma reunião social, onde alguém fala "Estou de bem com Fulano", eu também falaria normalmente "Mantenha isso, mantenha a paz com as pessoas".

Em outras partes do áudio, Joesley comenta também que tem tentado obstruir a justiça com subornos inclusive a operadores da lei. Nisso, em princípio, achei estranho o Temer ouvir essa clara confissão de ação corrupta por parte do dono da JBS e não reagir pelo menos com indignação. Mas, também entendo que nesse meio #hipócrita da política, ouvimos muitos contarem fatos sórdidos como se fossem vantagens e, por #educação, ficamos calados, às vezes até duvidando da veracidade do que estamos ouvindo.

REAÇÃO TARDIA

Uma coisa é certa, Temer demora muito a esboçar alguma reação em situações de pressão. Penso que a ele falta uma coisa chamada "tempestividade", talvez com receio de tomar decisões precipitadas que o induziriam ao erro. A questão é que essa reação tardia também é um erro e, talvez, se for para errar, que seja pelo excesso e não pela falta, neste caso, de reação.

INTERESSES OBSCUROS

E a quem interessa toda essa tempestade política? A quem interessa o impeachment de Michel Temer? A quem interessa alterar a Constitiução e mobilizar o povo (massa de manobra) para pedir "Diretas Já"? Eis que isso tudo é muito conveniente para os comunistas/socialistas "Boicotadores do Brasil" de plantão, que não querem ver as Reformas sugeridas pelo Presidente Temer discutidas e muito menos implantadas, que querem tirar o foco das ações e resultados que a Operação Lava Jato tem apresentado, que querem dar o GOLPE das "Diretas Já" que é inconstitucional. Também interessa àqueles que têm seu projeto particular de poder e não de governabilidade, como Lula, Ciro Gomes e Ronaldo Caiado, por exemplo.

EU NÃO CAIO NESSA!

Não participarei de manifestação nenhuma como reação ao famigerado áudio do pilantra Joesley Batista com Temer.

Leia, neste link, transcrição completa do diálogo entre Joesley Batista e Michel Temer: http://noticias.r7.com/brasil/leia-a-conversa-completa-entre-temer-e-o-dono-da-jbs-18052017.


* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Verdade ou Mentira?*

A PEC 55/2016 e a MPV 746/2016
Por Ana Mônica Jaremenko*

Tenho notado que, diante de tantos boatos nas redes sociais e mentiras declaradas voluntariamente por formadores de opinião, a maioria das pessoas têm escolhido acreditar nessas mentiras em vez de investigar, questionar e até ousar contra-argumentar e confrontar as falsas afirmações.

Por que isso acontece? Hoje, essa pergunta está me incomodando. E penso que a resposta é bem simples. A maioria prefere acreditar em mentiras porque essas satisfazem seu próprio ego, justificam sua inércia e hipocrisia. Aparentam se envolver em assuntos polêmicos mas, na verdade, querem distância deles. Em assuntos políticos, escolhem acreditar em mentiras para justificar suas escolhas.

É o caso das propostas enviadas ao Congresso pelo atual governo, mais especificamente a PEC 0055/2016 (ex-PEC 0241/2016 – PEC do Ajuste Fiscal, mais conhecida como a PEC do TETO ou PEC dos Gastos Públicos) e também a MPV 0746/2016 que trata da Reforma do Ensino Médio.

No caso da PEC 0055/2016, os opositores insistem em dizer que ela vai prejudicar a Educação e a Saúde. Ora, se lerem a proposta acompanhada da leitura da Constituição, chegarão à conclusão de que isso não é verdade. Pelo contrário, a PEC 0055/2016 preserva os investimentos nessas áreas garantidas pela própria Constituição.

Clique AQUI e leia a PEC 0055/2016.

Com relação à MPV 0746/2016, os opositores têm espalhado a mentira de que não haverá mais o estudo de Sociologia e Educação Física, chegando ao ponto de dizer que profissionais dessas disciplinas ficarão desempregados. Ora, isso é um absurdo! Eu mesma me debrucei ontem sobre essa medida provisória e comprovei que não é assim. Os opositores dessa proposta se utilizam de um falso argumento levando a uma leitura equivocada dessa medida.

No caso exclusivo da disciplina Educação Física, o texto da medida trás a seguinte redação seguida de linhas pontilhadas:
“Art. 26.

[...]

§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação infantil e do ensino fundamental, sendo sua prática facultativa ao aluno:

[...]”
Os opositores ardilosamente fazem a interpretação do texto até aí, fazendo com que seus ouvintes entendam equivocadamente que por ser facultativa, os alunos não escolherão essa disciplina e consequentemente seus profissionais correriam o risco de não serem mais aproveitados no mercado de trabalho educacional. ISSO NÃO É VERDADE! As pessoas que dizem isso omitem o significado daquelas linhas pontilhadas no texto da medida. As linhas pontilhadas referem-se ao texto preservado da lei que está sendo alterada. Está sendo preservada a seguinte redação:
“[...]

I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)

II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)

III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)

IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)

V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)

VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
[...]”
Isto é, a disciplina de Educação Física será facultativa ao aluno que trabalha mais de seis horas por dia, maior de trinta anos, que estiver prestando o Serviço Militar, que for portador de algum impedimento por questão de saúde, ou que tenha filhos. Essas condições já existem na Lei, sempre foi assim.

Desta forma, podemos constatar a clara má intenção desses opositores desta medida, tentando confundir e enganar a opinião pública.

Clique AQUI e leia a MPV 0746/2016.

Vamos APOIAR essas iniciativas do atual governo desprovidos de paixões partidárias mas movidos unicamente pelo  amor ao Brasil!

#PEC55EuApoio
#PEC241EuApoio
#MPV746EuApoio


* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

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sábado, 8 de outubro de 2016

Os Ideólogos de Gênero*

Por Dale O’Leary*
Tradução de Ana Mônica Jaremenko

Em 1990, eu comecei minha pesquisa sobre a ideologia de gênero. No início, a maioria das pessoas, incluindo amigos e associados, realmente não enxergavam o problema. Tudo parecia muito estranho. Os ideólogos de gênero promoviam a ideia de que todas as diferenças - exceto as diferenças físicas, obviamente - eram construções sociais artificiais e poderiam e deveriam ser eliminadas para que homens e mulheres participassem de todas as atividades na sociedade em números estatisticamente iguais. A realidade biológica de macho e fêmea não deveria ter nenhum reconhecimento social. Quem poderia levar isto a sério? Todos não sabem que homens e mulheres são naturalmente diferentes?

A primeira exigência dos ideólogos de gênero foi a liberação do aborto, uma vez que o peso da gravidez recai apenas sobre as mulheres. Aborto permitiria que mulheres e homens fizessem sexo sem ter a possibilidade de ter que cuidar de uma criança como consequência. Outra exigência era para redefinir o casamento de modo que a diferença entre os sexos não deveria importar e dois homens ou duas mulheres poderiam chamar seus relacionamentos de "casamento". Apesar das evidências contrárias, os ideólogos insistiam que as crianças não precisavam de uma mãe e de um pai. Recentemente, tem havido um esforço para dizer que a biologia deve ser irrelevante e um homem, que pode ou não ter se submetido a uma alteração cirúrgica de sexo, pode decidir que ele é uma "mulher" e usar banheiros ou vestiários femininos. Não espere coerência daqueles que começam por negar a realidade.

Tenho o prazer de ver como as pessoas pró-família estão finalmente reconhecendo que, por trás de vários atentados contra a vida, o casamento e a realidade, há uma ideologia perigosa. Infelizmente, os ideólogos de gênero estão firmemente entrincheirado nas universidades e no governo e, assim, a batalha pelo senso comum é mais difícil do que poderia ter sido se o perigo tivesse sido reconhecido mais cedo.

Ainda assim, é encorajador ver meus escritos divulgados. É emocionante ver a próxima geração de defensores da verdade se levantando para continuar a batalha. Apesar das probabilidades, estou convencida de que, no final, a verdade prevalecerá.

Dale O’Leary é americana, de Rhode Island, autora do livro Gender Agenda: Redefining Equality (Agenda de Gênero – Redefinição da Igualdade); é mãe de quatro filhos e avó de doze netos, dirige a revista de internet The Factls.orgeditada em Washington, D.C., que se dedica aos problemas da política social seja nos Estados Unidos, como no mundo. A revista é sustentada pela Fundação da Cultura da Vida (Catholic Family & Human Rights Institute). Publica também em seu blog What does the research really say? ...from the desk of Dale O'Leary. Atualmente vive na Flórida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

8 passos importantes para desintoxicar-se do Marxismo Cultural*

Por Ricardo Bordin*

Na esteira do artigo publicado por Rodrigo Constantino na Revista Istoé desta semana, no qual ele narra duas histórias fictícias em que Liberais e Conservadores perdem a vergonha de assumirem suas convicções (relatos do gênero, na vida real, estão se tornando bastante comuns), proponho debater o caminho que precisa ser trilhado por um Esquerdista no esforço de clarear sua mente e livrar-se do jugo do politicamente correto, do ideário “progressista” e da cultura de dependência do Estado. Tal atividade consiste em traçar um “caminho da servidão” às avessas, através do qual o outrora inocente útil logrará livrar-se dessa ideologia que está mais para uma patologia – como bem explicado por Tom Martins.

Parcela significativa de minhas sugestões parte da experiência própria (fui “isentão” por bastante tempo), de maneira que posso atestar sua eficácia. E prestar auxílio aos afetados por essa esquizofrenia é tarefa que ganha relevo na medida em que, desde a revolução cultural de maio de 1968, a população inteira do país consome os princípios desta doutrina sem nem mesmo dar-se conta, de forma congênere e na mesma proporção com que ingere Iodo no sal de cozinha – precisamente como almejava Antonio Gramsci.

Novelas, filmes, seriados, livros de ficção, aulas de História, de Geografia (e mais recentemente Filosofia e Sociologia), músicas, tudo sempre esteve carregado pelo marxismo cultural e sua subversão aos valores que constituem a base da sociedade ocidental, como a família, a religião, a prosperidade, e, inclusive, a arte e o bom gosto estético.

Momento mais propício para esta expurgação do que o atual nunca houve, considerando-se que a Internet propiciou a disseminação dos princípios contrários ao propagandeados pelo jornalismo como um todo (categoria profissional das mais contaminadas pelo vírus esquerdista).

Vamos, então, ao roteiro que pode ser denominado de “oito passos do membro do CA (comunas anônimos)”, e o primeiro cobaia será ZÉ COMUNA, o qual é usuário deste entorpecente há 10 anos e ofereceu-se para participar do programa, com especial incentivo de seus pais e demais familiares:

1. Procurar voluntariamente o tratamento: Zé Comuna não pode, simplesmente, ser conduzido pelo colarinho até uma aula sobre a teoria dos ciclos econômicos de Mises, sob o risco de ele levantar-se durante a preleção do instrutor e gritar “Fora, Temer”, com direito à cusparada nos colegas. É necessário, com calma e persistência, mostrar-lhe as contradições da Esquerda, as incongruências do Feminismo, a situação dos pobres nos países com governos socialistas (se possível, leve-o para um passeio em Caracas, mas procure levar marmita de casa), a condição dos “pobres” nas nações com economias liberalizadas, enfim, jogue diante dos seus olhos as evidências, e direcione suas preces para que ele recobre os sentidos. Se tudo der certo, Zé Comuna irá experimentar uma epifania, e partirá para o segundo passo;

2. Admitir o problema: Não há como estabelecer algo mais básico neste processo de depuração: encarar a realidade e reconhecer que enveredou pela direção errada. Enquanto o indivíduo seguir buscando formas de justificar suas atrofiadas crenças em detrimento dos fatos que observa (ou, pior ainda, desprezando os fatos), prosseguirá achando que Hitler era um extrema-direita, que Che Guevara é um herói da humanidade, que Stalin só queria melhorar a vida do proletariado russo. Zé Comuna, então, em sua primeira sessão no grupo de apoio, deve levantar-se em meio a todos, dizer seu nome, e declarar: “eu sou um idiota útil da Esquerda”, ao que todos os presentes devem responder: “bem-vindo, Zé Comuna”;

3. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32)”: Após interromper o deslocamento à Esquerda, nada mais natural que o peregrino passe a rumar em direção ao Conservadorismo e ao Liberalismo Clássico, no intuito de recuperar o tempo perdido no DCE (e demais antros do gênero) e nos protestos com a galera do PSOL. E, nesta empreitada, é fundamental que ele procure preencher todos os vácuos deixados por seus professores e pela mídia durante sua vida inteira.

Zé Comuna deve perguntar-se por que ele nunca havia ouvido falar que o Comunismo deixou um rastro de mais de 100 milhões de mortos por onde passou; por que ele achava que a crise financeira de 2008 foi causada pelo Capitalismo, e não pela intervenção indevida dos bancos centrais na economia; por que lhe disseram que a igualdade total era o objetivo primeiro a ser buscado em um país; por que havia se deixado convencer que o sexo do indivíduo é determinado pela sociedade?

Zé Comuna, neste período, precisa receber ajuda externa, pois não é moleza encontrar fontes de informação esterilizadas e com garantia de procedência conservadora ou liberal – momento em que ganha especial relevância o trabalho de todos aqueles comunicadores da grande rede, protagonistas em websites, canais do Youtube e podcasts, bem como de escritores da nova geração, que difundem o contraponto a tudo aquilo que ele considerava como verdadeiros dogmas até então;

4. A Busca deve ser Racional, e não Emocional: Que tristeza ver tanta injustiça com os pobres trabalhadores retratados no livro “OS Miseráveis”, de Vitor Hugo; que tocante ver Adam Sandler morrer dizendo que se arrepende de ter trabalhado tanto e construído a maior empresa de construção civil do país, no filme “Click”; que empolgante cantar, ao final de “Faroeste Caboclo”, que João de Santo Cristo só queria pedir para o Presidente ajudar os sofredores; e que divertido deixar a vida nos levar, como sugere Zeca Pagodinho.

Mas chega de emoções por hoje, né, Zé Comuna? A partir de agora, busque sentido no que lê, assiste e escuta. Empregados da revolução industrial trabalhavam como burros de carga? Sim, mas somente aqueles que escaparam da inanição e da altíssima mortalidade anteriores a esse período; a empresa de Michael Newman empregaria milhares de pessoas, não fosse apenas um filme de comédia; João de Santo Cristo não era vítima do “injusto” sistema capitalista, como Renato Russo (filhinho de papai entediado) te quis fazer crer, mas sim um traficante vagabundo – não tivesse saído da carpintaria, quem sabe ainda estivesse vivo e com netos; e não deixe o acaso determinar seus rumos em hipótese alguma, pois o planejamento vai fazer toda a diferença na sua vida. Enfim, Zé Comuna: fuja da armadilha sentimentalóide, respire fundo e não deixe a mensagem subliminar entrar. E, neste intuito, dois minutos raciocinando de forma honesta são suficientes;

5. Tenha Paciência consigo mesmo: O processo de descompressão pós-esquerdismo é lento e, por vezes, dolorido. Olhar para trás e perceber a quantidade de disparates repetidos à exaustão e a estultícia da maioria dos posicionamentos outrora adotados pode mexer com a autoestima facilmente. Extrair um tumor maligno costuma ser bastante traumático. Por isso, Zé comuna não pode ter pressa. É um dia depois do outro, como bem sabem os dependentes de narcóticos que frequentam clínicas de reabilitação. A cada novo encontro no grupo, ele precisa relatar cada pequena vitória e as dificuldades enfrentadas. Quando ele completar um ano sem dizer “não vai ter golpe”, deve ser agraciado com aquelas medalhinhas comemorativas. E assim ele vai em direção à cura, mas sem perder de vista que jamais estará 100% livre da ameaça: qualquer relaxamento e a tentação de posar de bom moço anticapitalista para compensar problemas emotivos, sentir-se benquisto pelos professores ou pegar aquela colega de faculdade bicho-grilo pode bater forte. Cochilou, o cachimbo cai – e a foice e o martelo sobem;

6. Pratique os novos aprendizados: Nada trará mais ânimo para Zé Comuna em sua saga do que constatar, em sua própria vida, quão benéficas serão as transformações por ele sofridas. A pessoa mais rica da cidade tem 500 vezes mais dinheiro que ele? Certamente este Tio Patinhas não ingere 500 vezes mais calorias, ou atinge uma longevidade 500 vezes maior; sem problema então, desde que sua fortuna tenha sido erigida honestamente – neste caso, ele gerou valor para todos ao seu redor. Seu pai chamou-lhe a atenção porque não está estudando o suficiente? Não se trata de um patriarca opressor que deseja vê-lo inserido em um sistema cruel, mas sim alguém preocupado com seu futuro. Tomou bronca do chefe que lhe pediu mais esforço? Nada de pedir indenização por assédio moral na Justiça; partiu mostrar serviço. A língua inglesa está em todo lugar? Nada de chamar britânicos e americanos de “malditos imperialistas”, e sim agradecê-los por nos terem fornecido uma linguagem universal, coisa que a humanidade tentou implantar por muito tempo sem sucesso (vide o fracassado Esperanto). Que coisa boa ver o ressentimento e a inveja esvaecerem, né, Zé Comuna? Dizem que é bom até para a pele;

7. Substitua sua Fé no Igualitarismo por Outra: Abandonar uma “religião secular” como a Esquerda pode provocar no aluno do programa de desintoxicação ideológica uma perigosa sensação de abstinência. Afinal, era com muita paixão que Zé Comuna devotava seu tempo à missão de “construir um mundo melhor” – antes de arrumar o próprio quarto, claro. É necessário, portanto, que sua energia outrora voltada para eleger Luciana Genro seja canalizada para outras direções, tais como um culto religioso, um esporte, uma nova profissão, uma atividade filantrópica, uma esposa, um filho, um cachorro. Enfim, o importante é ele trocar o anseio por “mudar a humanidade” (para o lamento de Pol Pot e Cia) e passar a buscar, justamente em outros seres humanos, até mesmo em suas imperfeições e falhas, motivações para acordar todo dia e seguir em sua jornada diária;

8. Não abandone os círculos de amizade: Após tanto tempo convivendo com os mais diversos estereótipos da Esquerda, desde os veganos inveterados, passando pelos pichadores do Monumento às Bandeiras, até os ditos socialistas que curtem tomar café na Champs Elysées, Zé Comuna ficará sem nenhum amigo caso simplesmente dê as costas a seus antigos “camaradas”. Ao invés de desdenhar daqueles que não tiveram a mesma sorte, ele deve procurar direcioná-los para o mesmo caminho por ele trilhado – mas sem esquecer-se do 1º passo, ou ele será simplesmente ejetado dessas turmas (tratamento destinado a todo coxinha/fascista/nazista/machista/homofóbico).

Se tudo tiver dado certo, Zé Comuna precisará de um novo apelido após concluído o programa. Mas acredito que seus pais, irmãos e amigos resolverão este problema facilmente, radiantes de poder contar com uma pessoa totalmente renovada em seu cotidiano. Hélio bicudo (um dos fundadores do PT e subscritor do pedido de Impeachment de Dilma Rousseff) e o cantor Lobão (que chegou a pedir votos para Lula ao vivo no Faustão e hoje apoio o livre mercado e a redução do tamanho do Estado) são casos bem sucedidos desta aconselhável transmutação do caráter do indivíduo.

Não se pode perder de vista que a intenção da maioria dessas pessoas comprometidas pelo esquerdismo é louvável. Certa feita um amigo meu, capturado ainda na década de 1990, perguntou-me: “caso Liberais clássicos e Conservadores passem a ser maioria no país, quem irá cuidar da escumalha(sic)?”. Naquele momento, percebi que sua preocupação era digna de elogio, mas suas ações esbarravam no eterno monopólio da virtude, o qual o leva a crer que, se há desamparados, a culpa é da Direita, e só quem pode resgatá-los é a Esquerda. Não se discute que os fins são nobres, mas o debate sobre os meios para alcançá-los precisa acontecer. Se os farrapos da cracolândia merecem nossa solidariedade, também os esquerdistas fazem jus ao nosso apoio e suporte – até mesmo porque nenhum deles pediu para estar em tal situação degradante. Foram abduzidos desavisadamente, e não sairão dessa sem nosso amparo.

Em uma parábola do livro de Mateus, os fariseus indignam-se porque Jesus Cristo mostra misericórdia aos cobradores de impostos e pecadores. Ele demonstra, em verdade, ser capaz de ajudar todos os que estão doentes em sentido espiritual. Eis aí um ótimo exemplo do pretendido com o programa de oito passos do CA: em vez de cortar relações com “progressistas”, mostre-lhes de onde vem o verdadeiro progresso da humanidade.

Um abraço a todos, independente de suas concepções ideológicas, mesmo para os Leninistas, Frankfurtianos e Fabianos – e, claro, para aqueles que nem sabem do que estou falando, mas sustentam a tese de que “empregado não vota em patrão”. Talvez possamos compartilhar os mesmos pontos de vista em um futuro próximo, e quem sabe hoje não seja um bom dia para aderir ao 1º passo do programa, não é? A não ser, claro, que você seja daqueles que ganham muito dinheiro bancando o defensor dos fracos e oprimidos, ou desempenhando papel de guru da Esquerda. Esses vão é remar contra a recuperação do Zé Comuna.

Opa, Zé Comuna não. Agora ele prefere ser chamado por seu verdadeiro nome. Respeitemos sua vontade, pois atravessar uma selva de volta à civilização foi tarefa árdua. Ademais, ninguém está livre: você pode ainda ver um filho ou outro ente querido passar por este calvário, e precisará saber como guiá-lo até a luz. Desejemos muita força para quem está passando por esta situação neste exato momento…

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Casamento do Ano - Patrocínio Lei Rouanet*


Por Ana Mônica Jaremenko*

Não gosto da Preta Gil e passei também a não gostar do Gilberto Gil por causa da ligação dele com o PT. Mas, a verdade tem que ser dita. Está rolando na internet a história de que o casamento da Preta Gil é que teria sido patrocinado pela Lei Rouanet. Isso é boato, é mentira. Os verdadeiros noivos patrocinados são Felipe Amorim e Caroline Monteiro. Ele é filho de Antonio Carlos Bellini Amorim, dono do Grupo Bellini, que foi preso pela Polícia Federal dia 28 de junho de 2016 na Operação Boca Livre do Ministério Público Federal.

É possível assistir ao vídeo do casamento clicando AQUI.

A Veja.com retirou o link da notícia. Leia AQUI a notícia em cache.

Por que será? (Pergunta retórica.)

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

sábado, 25 de junho de 2016

Cuidado, não só com os porcos, mas com as jararacas também!*

Por Ana Mônica Jaremenko*
"Numa época de dissimulação,
falar a verdade é um ato revolucionário."
George Orwell

George Orwell
5 jun. 1903 - 21 jan. 1950
Hoje, 25 de junho de 2016, George Orwell completaria 113 anos. Autor de 1984 e A Revolução dos Bichos.

Em A Revolução dos Bichos, qualquer semelhança com a realidade NÃO É mera coincidência. Recomendado para o público jovem, para os pais que não querem ver seus filhos envolvidos em movimentos revolucionários, principalmente os de origem socialista (comunista), sem que primeiro reflitam sobre as consequências de tal ato. Esta clássica fábula de George Orwell demonstra claramente como qualquer movimento revolucionário cria uma nova classe com privilégios ainda maiores do que os dos antigos poderosos, ou como diria Orwell, "mais iguais do que os outros".

A Revolução dos Bichos narra a história do fazendeiro Jones, um homem que explora e maltrata seus animais. Revoltados com seu proprietário, os animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, logo se apropriam dos privilégios que antes beneficiavam os humanos.

Hoje, aqui no Brasil, temos que tomar cuidado, não só com os porcos, mas com as jararacas também!


* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

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