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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Por que eu, brasileiro, sou um conservador*

Por: Felipe Moura Brasil*

Felipe Moura Brasil
Eu nasci no Rio de Janeiro, no Brasil, e me descobri um conservador.

Eis algumas razões pelas quais isto aconteceu:

1) Quando eu era pequeno, e só queria comer biscoito, minha avó me distraía com palavras-cruzadas durante as refeições enquanto me dava comida de verdade na boca.

Adivinhar e associar palavras para cada significado enunciado nas revistas me deu um agudo senso de que cada palavra precisa corresponder a um significado bem definido.

Tomando gosto por descobrir palavras novas para nomear as coisas do mundo, cresci buscando enriquecer meu repertório vocabular em letras de samba, crônicas, contos, poesias e finalmente romances, quando abri os livros deixados nas estantes por vovó.

As palavras e, por conseguinte, a literatura e o conhecimento, assim como o samba, a praia, o futebol, o cinema e as mulheres, felizmente despertaram muito mais meu interesse na juventude do que a política e, pior, a militância precoce.

Quando comecei a ouvir políticos anunciando que chegariam ao poder para promover a “igualdade” entre as pessoas, foi fácil então notar que “igualdade” não era a palavra certa, porque eles precisariam ter mais poder que o restante de nós para fazer isso.

Se eles pretendiam usar esse poder para tirar dinheiro dos ricos e distribuir aos pobres, por que diabos eu deveria acreditar que eles não ficariam com a maior parte desse imenso volume de dinheiro para si próprios e suas campanhas eleitorais?

O objetivo real não podia ser a “igualdade” entre as pessoas. Era o controle sobre elas.

Em nome da “justiça social”, um slogan que arrebanhava multidões de crentes na angelicalidade desses políticos, eles buscavam o controle da extorsão estatal.

Assim como vovó me ajudava com dicas, obviamente precisei da ajuda de intelectuais para descobrir quais eram as palavras certas para descrever os fenômenos que eu observava com ceticismo em meu país.

Informado pelos artigos do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho de que faltava a visão conservadora em nosso debate público dominado pela esquerda, tratei de procurar conservadorismo onde ele existia, como na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Roger Scruton
Com ajuda do filósofo inglês Roger Scruton, especialmente no livro de 1986 “Pensadores da Nova Esquerda”, verifiquei que eles estavam muito menos interessados em definir significados dos seus alegados objetivos socialistas do que em apontar inimigos, como a “burguesia” e “as instituições”, contra os quais todos deveriam se unir sob o potencial purificador de uma bandeira moralizadora.

“E justiça social é um objetivo tão irresistivelmente importante, e sem dúvida tão superior aos ‘interesses estabelecidos’ que se opõem a ela, que redime toda ação feita em seu nome”, escreveu Scruton, antecipando, na prática, o desastre político-criminal brasileiro.

Se ser conservador era ter consciência de que herdamos algo de bom e de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas, foi fácil me reconhecer como tal até mesmo pelo exemplo do samba.

Robert Conquest
15 jul. 1917 - 03 ago. 2015
Os sambistas que eu admirava estavam sempre exaltando os velhos mestres do gênero e lutando para manter vivos seus legados musicais em meio a novos modismos. Que a maioria deles fosse de esquerda politicamente, em nada alterava esses fatos.

Como aprendi com Robert Conquest, outro conservador inglês: “Todo mundo é de direita nos assuntos que conhece.” E eles, sem dúvida, conhecem bem o samba.

Dennis Prager
Já com o autor americano Dennis Prager, aprendi que quanto maior o governo, menor o cidadão, o que também foi fácil de comprovar pela experiência de 200 anos em meu país da luta do cidadão contra o Estado arbitrário.

Se fosse viva e visse os efeitos ainda mais nefastos do aumento do tamanho e do poder do Estado no Brasil, vovó decerto concordaria com essas palavras, dizendo:

“Agora só mais uma garfada, ok?”

2) Meu pai é oftalmologista.

Cresci vendo-o levantar cedo para ir trabalhar em salas alugadas de consultório e centro cirúrgico; e, quando ele voltava, trabalhava ainda mais no computador.

Mesmo de madrugada, escutava pacientes pelo telefone e, em casos de emergência, abandonava cama, viagem ou lazer para operar quem corria risco de perder a visão.

Famosos cirurgiões brasileiros e estrangeiros ficaram impressionados quando vieram ver meu pai realizando com precisão, em menos de 40 minutos, cirurgias complicadas de retina que muitos se gabavam de fazer em períodos de 4 a 8 horas.

Apesar da imensa burocracia brasileira para quem quer empreender, ele realizou com seus sócios o sonho de construir um hospital de olhos, além de virar membro vitalício da Academia Americana de Oftalmologia e da Academia Nacional de Medicina.

É ainda um dos fundadores do Instituto de Catarata Infantil, entidade sem fins lucrativos que atende famílias de baixa renda para prevenir a cegueira de crianças de 0 a 3 anos por meio da cirurgia precoce da catarata.

Testemunhei em casa, portanto, um exemplo vivo de renúncias, responsabilidades e esforços necessários para a realização de grandes conquistas pessoais que beneficiam o restante da população com oferta de empregos e serviços privados de qualidade, além da experiência multiplicadora de transmissão do conhecimento em salas de aula.

Vi meu pai fazer a diferença na vida de pessoas de todos os níveis de renda.

Quando eu soube que brasileiros como ele tinham de trabalhar cinco meses só para pagar impostos, foi fácil entender que “justiça” não era a palavra certa, especialmente quando ele ironizava a qualidade dos serviços públicos oferecidos em contrapartida:

“Meu filho, você não vê o extraordinário retorno em segurança, educação, saúde, emprego, enriquecimento de pobres e miseráveis…?” Não, pai.

Vejo o Brasil em 1º lugar no ranking mundial de assassinatos com 60 mil por ano e nos últimos em qualidade de educação e serviços de saúde, além das marcas de quase 12 milhões de desempregados e mais de 73 milhões de pobres e miseráveis que o paternalismo estatal não tirou da pobreza nem da miséria, apesar da falsa propaganda.

Após 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, o Brasil se tornou o quarto país mais corrupto do mundo, atrás apenas de Chade, Bolívia e Venezuela.

Como o governo de um partido de sindicalistas que pregavam “ética”, “igualdade” e “justiça social” nos deixou esse resultado? Aumentando e explorando criminosamente o tamanho e o poder do Estado às custas do cidadão trabalhador.

Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff criaram milhares de cargos de livre nomeação e de confiança na burocracia estatal, que se somaram aos numerosos já existentes, incluindo os 11 mil das 135, sim, 135 estatais brasileiras.

O mérito do qual dependeu o sucesso de meu pai era dispensável para ocupar esses cargos, em boa parte usados para enriquecimento ilícito, financiamento eleitoral ilegal, compra e venda de influência, favores e apoio político.

O Ministério Público Federal acusou Lula de ter assim montado e comandado o que os procuradores chamaram de “propinocracia”, o governo movido a propina.

Isto inclui o então maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que aconteceu, não por acaso, na maior estatal brasileira: Petrobras, a companhia nacional de petróleo, cuja dívida bruta atingiu em 2015 o nível recorde de 506,5 bilhões de reais.

A corrupção agravou o déficit das contas públicas, que atingiu 170,5 bilhões de reais ao término em 2016 do governo de Dilma, afastada após processo de impeachment por ter usado ilegalmente dinheiro dos bancos estatais para financiar o governo.

O tamanho do déficit é consequência do tamanho insustentável do Estado brasileiro.

A despesa pública primária cresceu 51% acima da inflação no período de 2008 a 2015, durante o qual a receita evoluiu apenas 14,5%. Os gastos se tornaram muito maiores do que a arrecadação, levando o Brasil à bancarrota.

Para fazer caixa e recuperar a economia do país, o governo do ex-vice-presidente Michel Temer tratou de criar projetos para limite das despesas públicas, diminuição de ingerência política nas estatais, além de programas de demissão voluntária de seus funcionários e de concessão e privatização de ao menos algumas delas.

Embora a maioria da população brasileira seja conservadora em questões como o repúdio ao aborto, à legalização das drogas e ao desarmamento, isto não implica uma noção clara dos efeitos nocivos do aumento do tamanho e do poder do Estado, muito menos a capacidade de reconhecer e não eleger políticos com essa agenda.

A queda do PT lançou luz sobre a corrupção e a ineficiência decorrentes disso, mas a parte da esquerda que o alçou ao poder e ainda predomina em universidades, escolas, imprensa, show business, mercado editorial e talvez agora até nas palavras-cruzadas culpa outros fatores para tentar apagar essa luz e manter a população no escuro.

Logo do Partido
Conservado Inglês
Meu pai sempre buscou fazer as pessoas enxergarem melhor. Minha avó sempre amou o conhecimento. Como um conservador que se tornou colunista da maior revista do Brasil e o maior influenciador político no Twitter do país, eu busco honrar o legado de meu pai e minha avó fazendo brasileiros e agora estrangeiros enxergarem que o conservadorismo pode ser uma luz antes de qualquer decisão inconsequente, não apenas um remédio amargo quando tudo o mais fracassou.

sábado, 17 de setembro de 2016

NOTA DE REPÚDIO À AFIRMAÇÃO DE LULA DE QUE "POLÍTICO É MAIS HONESTO DO QUE [SERVIDOR PÚBLICO] CONCURSADO"*


Por Ana Mônica Jaremenko*

O Blog Simplesmente Fedora repudia veementemente ofensa dirigida aos servidores públicos concursados pelo Sr. Luis Inácio Lula da Silva, denunciado em 14 set. 2016 pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula já desdenhou de bons profissionais (clique AQUI para lembrar do caso da analista do Banco Santander, demitida a pedido de Lula), ele já denegriu instituições (é só ouvir seus discursos), ele já atentou contra a imagem de muitos (porque destruir reputações é a especialidade do PT - clique AQUI e veja o livro de Romeu Tuma Jr. e Cláudio Tognolli ), ele já falou que não gostava de ler.

Agora, ele desdenha de todos os concursados públicos do pais e de todos os concurseiros que almejam a carreira pública! Essas foram suas celebres palavras:
“A profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado, não. Ele se forma numa universidade, faz um concurso e está com o emprego garantido.”

Eu, Ana Mônica Jaremenko, autora do Blog Simplesmente Fedora, que já fui servidora pública e posso algum dia voltar a ser, e a maioria dos servidores públicos concursados servimos à nação em nossas competências, com honestidade e transparência. Diferentemente de Lula, estudamos muito, trabalhamos muito, dedicamos parte da vida não só a passar em um concurso mas a atuar e servir à comunidade, conquistando com méritos próprios nossa posição.

Além de denegrir a classe política como um todo, o ex-presidente ofende profundamente todos os servidores públicos concursados. Na escala invertida de valores deste senhor, "políticos ladrões são mais honestos do que servidores públicos" que se prepararam com afinco em seus estudos para lograr aprovação em um processo isonômico, meritocrático e transparente.

O concurso público é um instituto com previsão constitucional. A estabilidade é uma garantia para que os servidores possam atuar com independência e imparcialidade, sem medo de perseguições políticas. O concurso é uma forma democrática de acesso aos cargos públicos, permitindo que pessoas de todas as classes, credos, raças e convicções políticas possam servir ao bem comum.

Culpar o servidor público concursado pelos desmandos do governo Lula/Dilma e pela crise do Brasil é um discurso que vem sendo imposto não só por Lula mais pela mídia nacional.

Ao contrário disso, são servidores concursados que estão operacionalizando a Lava Jato, descobrindo, investigando, cobrando fraudes e esquemas de corrupção que corroem nosso Brasil (do menor município à esfera federal), e serão esses servidores que irão julgar tais abusos.

São servidores públicos concursados que patrulham e limpam nossas ruas, que atendem em unidades de saúde e hospitais, que ensinam nossas crianças, que alavancam a evolução das nossas instituições democráticas.

Certamente, é preciso temer pessoas que possuem um compromisso com a ética, que são o que são pela meritocracia e não por favores políticos, que são independentes e não controlados por ideologias partidárias alinhadas a valores espúrios.

É inadmissível que tentem manchar a imagem daqueles que fazem parte da Administração Pública de forma ética, moral e transparente (e que são a maioria) e daqueles que hoje estudam para ingressar nos quadros efetivos da Administração Pública. A moralização da atividade administrativa do Estado depende da atuação diuturna de servidores públicos que possam agir com isenção e imparcialidade e que ajudam a construir um país que preze pelos valores éticos e livre da corrupção.

Certamente, é essa categoria (a de servidores públicos concursados) que farão justiça ao Brasil e à História e que colocarão Lula e seus asseclas atrás das grades.


#OrgulhoDeSerServidorPúblico
#OrgulhoDeSerConcursado
#OrgulhoDeSerConcurseiro
#VoceéMuitoMaisHonesto
#NinguémEstáAcimaDaJustiça
#ServidoresPúblicosNãoSãoLadrões
#10MedidasContraCorrupção
#QueroLulaNaCadeia
#EuApoioaLavaJato
#EuApoioMPF

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

domingo, 21 de agosto de 2016

O Significado da Palavra Candidato e as Atribuições de um Vereador*

Por Ana Mônica Jaremenko*

Ápio Cláudio Cego
[Appius Claudius Caecus - 340-273 a.C.]
Em discurso diante do Senado Romano.
Pintura do Século XIX (detalhe).
A palavra candidato, apesar de desgastada pelo mau uso, traz em si um significado que vale a pena recuperar. Vem do latim candidatus, isto é, vestido de branco (candidus = cândido = sem mancha). Na Roma Antiga, os candidatos a cargo público tinham que apresentar vida imaculada. Aqueles que disputavam os votos, vestiam-se com roupa muito clara e passavam diante de uma multidão para ter seus nomes escolhidos. Os eleitores formavam um corredor para os candidatos passarem e dispunham de lama a seus pés. Os candidatos que tinham a corrupção em seu currículo como prática eram alvos de verdadeiros montes de lama atirados por quem os reprovava. Os que passavam pelo teste limpos, eram aprovados para o exercício de cargos públicos.

2016 é ano de eleições municipais e muitos não sabem o que faz um vereador.

Eis as atribuições de um vereador:
  • Fiscalizar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Secretários Municipais;
  • Propor leis de interesses municipais, debatê-las e aprová-las;
  • Votar projetos de leis enviados pelo Prefeito;
  • Organizar os serviços das Câmaras Municipais;
  • Representar os anseios populares para o bem comum.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

sábado, 30 de julho de 2016

A estrutura criminosa do governo Dilma*


Por Ary Filgueira*

Lava Jato e outras investigações da Polícia Federal e do Ministério Público mostram como a presidente afastada institucionalizou a corrupção no governo federal e envolvem mais de vinte ex-ministros com desvios de dinheiro público, achaque a empresas e ameaças a testemunhas.

Clique AQUI para ler mais sobre o assunto na matéria publicada pela Revista ISTOÉ e entender os infográficos abaixo.

Infográfico 1

Infográfico 2

Infográfico 3

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Geração de Samuel está se levantando no Brasil?*

Por Ana Mônica Jaremenko*

Roberson Henrique Pozzabon
Ontem, parei uns instantes para assistir aos Promotores do Caso Lava Jato em duas entrevistas concedidas no dia anterior. A coletiva falando da 31ª Operação - Abismo, onde vi revelar-se o Dr. Roberson Henrique Pozzobon (anos) e a entrevista do Dr. Deltan Martinazzo Dallagnol (36 anos) ao Programa Studio I, da Globo News, falando sobre corrupção, impunidade e o brasileiro ser autor de sua própria história.

Os cidadãos brasileiros têm se admirado com a postura ética e determinada dos juízes e promotores que têm conduzido o caso Lava Jato. Uma admiração positiva em vista dos escândalos de corrupção que têm vindo à tona o Brasil.

Enquanto considero a fala e as atitudes dessa força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, lembro de uma música do cantor evangélico Fernandinho, "Geração de Samuel". A música fala de uma geração nova, verdadeira, integra e justa, espelhada no Profeta Samuel, que foi Juiz em Israel, tendo ungido a Davi como rei. Sempre ouvi e cantei essa música como uma profecia.

Chamou-me a atenção uma frase do Promotor Pozzobon. "Precisamos cada vez mais que o MP, a polícia, o judiciário e a sociedade formem uma grande rede combate à corrupção".

Deltan Martinazzo Dallagnol
Outra coisa que tem me chamado a atenção é que esses promotores que têm se destacado nesse caso têm declarado publicamente que são cristãos. Dellagnol, ao ser questionado se abraçaria a carreira política respondeu prontamente que não, mas não perdeu a oportunidade de declarar sua fé, dizendo que almeja um dia tornar-se Pastor e ainda fez menção de uma passagem bíblica. Falou sobre plantar e colher e que "a colheita é resultado de o que se planta". Sobre a corrupção sistemática e endêmica que tem vindo á tona, ao conhecimento de todos nós, ele diz que "A corrupção é pluripartidária".

Ambos, Pozzobon e Dellagnol, são unânimes em constatar que a sociedade tem que se conscientizar da mudança cultural e ética que deve acontecer nela mesma, de baixo para cima, só assim para combater a corrupção.

Observando esse grupo de operadores da lei, fico a perguntar em oração: será que a geração de Samuel está se levantando no Brasil? Espero que sim. E que essa seja a geração que fará a diferença, que seja exemplo hoje e para as próximas gerações. Que essa seja uma brisa de mudança para o Brasil.

Abaixo, o vídeo com a entrevista de Dallagnol ao Studio I, da Globo News.

"A corrupção é pluripartidária."
Deltan Dallagnol em entrevista ao Studio I,
da Globo News, 04 jul. 2016.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

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sábado, 2 de julho de 2016

Corrupção e Democracia*

Miguel Reale Júnior
"A luta contra a corrupção
não é de direita nem de esquerda.
É pressuposto da democracia
com justiça social."
Miguel Reale Júnior*

Lendo o artigo Corrupção e Democracia* do jurista Miguel Reale Júnior* no Estadão, neste sábado, 02 jun. 2016, invade-me uma sensação boa em perceber que, apesar do lamaçal de corrupção que transbordou em nossa nação, ainda há esperança para o Brasil, ainda há homens e mulheres de bem sobre esse chão. E as manifestações nas ruas clamando por moralidade da coisa pública é um sinal disso, de que o brasileiro está cansado do jeitinho e está se conscientizando de que nem sempre é bom levar vantagem em tudo. A moralização tem que acontecer também na vida privada.

Minha esperança é de que esses milhões de brasileiros que têm saído às ruas, não estejam saindo somente pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff ou só para manifestar apoio ao Juíz Sérgio Moro e à Lava Jato. Que não seja somente um desencargo de consciência ou uma forma de lavar a alma, mas que seja realmente uma conversão, uma mudança de atitude, mudança de paradigmas.

Este ano, ano de eleições municipais, é uma oportunidade de nós brasileiros exercitarmos essa mudança, através do voto consciente, sem barganhas. Está passando da hora do eleitor perceber que a escolha de um representante na esfera pública não deve ser para lhe auferir vantagens, nem mesmo quando parece que essas são para beneficiar a muitos. O eleitor tem que entender que o legislativo existe para legislar e fiscalizar o executivo. E que o executivo existe para executar o que está previsto na legislação. Simples assim. O que foge disso é que abre caminho para desmandos e desmoralização da coisa pública.

O voto consciente e o combate à corrupção são as ferramentas garantidoras da democracia e da justiça social.

Abaixo, o artigo de Miguel Reale Júnior*.

******************

As notícias sobre corrupção sempre transitaram na vida política brasileira. Mesmo na República Velha se reconhecia que, se individualmente os homens públicos eram honestos, o sistema era totalmente viciado para manutenção das elites no poder com o controle absoluto das juntas de votação e de apuração.

O propalado mar de lama do governo democrático de Getúlio Vargas girava em volta do financiamento do jornal Última Hora, do jornalista Samuel Wainer, pelo Banco do Brasil, ligado ao presidente, para desgosto dos concorrentes. Samuel Wainer finaliza sua importante autobiografia com o relato do início da construção de Brasília, destacando entrar, nessa oportunidade, na política brasileira um personagem que dela não mais sairia: o empreiteiro.

Com efeito, espalha-se o mal do conluio entre o prestador de serviços e o contratante, o governante, que deixa de atuar pelo interesse público para agir em benefício próprio, ao contratar mediante recebimento de vantagem adrede combinada, que será embutida no preço e, portanto, pago pelo poder público.

Essa prática se disseminou, sem partido, sem ideologia, para fins de campanha ou em proveito pessoal, no fornecimento de infraestrutura ou de bens culturais. Os volumes da corrupção passaram a ser imensos. Chegou-se ao cúmulo de ex-ministro da Fazenda da ditadura, símbolo da repressão, unir-se a ex-ministro da Fazenda do PT para arquitetarem recebimento de propina!

Fatores diferenciam, todavia, o que hoje ocorre do sucedido no passado quando denúncias de corrupção vieram à tona.

Primeiro, a corrupção sistêmica. Não apenas o aproveitamento de A ou B, mas um modo de ser do exercício da política no Brasil e em especial no governo federal. Com o PT, a corrupção passou a ser uma estratégia de manutenção do poder não apenas para irrigar o partido com meios para pagar marqueteiros e financiar eleições, mas para comprar parlamentares, cimentar alianças, garantir maiorias.

Até em municípios passou a haver a compra de vereadores pelo Executivo com a oferta de cargos em comissão a serem ocupados por apaniguados dos edis, com os quais os indicados dividiriam seus salários sem o dever de comparecer ao trabalho.

O processo do mensalão desnudou uma artimanha financeira sofisticada que levou os principais líderes do partido do governo, banqueiros e publicitários à prisão, mostrando uma combinação que extrapolava a jogada individual de levar vantagem para caracterizar uma organização criminosa.

O petrolão mostrou a reincidência, com a participação da maioria das grandes empreiteiras e industriais, comprometendo as grandes figuras da República. E ainda por cima se descobre a corrupção num Conselho de Contribuintes para amenizar ou perdoar dívidas tributárias de empresas de respeitabilidade. Até surgiu sobrepreço na administração de crédito consignado destinado a funcionários públicos aposentados, porcentual esse dividido entre ministro de Estado e o PT.

É um quadro desolador de amoralidade dominante no Brasil, a revelar a falência do interesse público. Brota a certeza de que se vai ao poder para dele usufruir em causa própria, e não para agir em prol do bem comum. Ocupa-se, com reconhecidas exceções, um cargo para tirar proveito econômico, nem mesmo por vaidade ou por ambição de inscrever o nome na História. Não: apenas o subalterno fim financeiro de enriquecer ilicitamente de forma oculta, com contas no exterior.

Mas, em contrapartida, há uma reação da sociedade jamais antes vista. Esta resposta da população nas ruas das principais cidades do Brasil, mobilizando milhões de pessoas a exigir combate à corrupção e moralização da política, é inusitada. Se os movimentos que conduziram multidões às ruas sabem não querer a corrupção, é preciso, todavia, que saibam como lutar contra ela. Por fim, cumpre decidir qual sistema eleitoral e qual regime de governo tornam viável maior controle sobre os agentes políticos.

Há medidas preventivas e repressivas diante da corrupção. Nos processos contra os corruptos é de exigir, contudo, o respeito ao devido processo legal, ou seja, ao estabelecido nas regras processuais, para não se transformar essa persecução em caça às bruxas. Nesse sentido, os processos da Lava Jato, com o cuidado tomado por seus condutores, têm respeitado os direitos de defesa, que não podem ser postergados em nome de uma justiça material moralista, com adoção de medidas com cor de vingança.

No plano da prevenção, compliance e transparência nos órgãos públicos e nos partidos políticos, bem como a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, são medidas positivas.

Deve-se cuidar para não demonizar a política, culpando a democracia pelos males da corrupção. Na ditadura houve vários escândalos, como o Coroa Brastel, que ficaram debaixo do tapete e não havia liberdade de ir às ruas. A luta contra a corrupção não é de direita nem de esquerda. É pressuposto da democracia com justiça social.

O interesse público deve ser a única diretriz. Dessa forma é possível promover o bem da população com a aplicação da fortuna desviada, por exemplo, do atendimento à saúde dos mais pobres. Assim, se combater a corrupção alivia a alma, por outro lado alimenta o espírito público poder empreender programa de destinar o bilhão surrupiado à instalação de unidades básicas de saúde.

Por fim, há que saber, como já sublinhado, o modo de aprimorar a democracia. Na pauta, o voto distrital, a cláusula de barreira para os partidos, o semipresidencialismo ou o parlamentarismo. Há muito a fazer.

Combater a corrupção é o primeiro desafio e o impeachment de Dilma, um passo importante para a moralização da política, por ter anuído conscientemente com os malfeitos nas estatais e o descontrole das contas públicas.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

10 Medidas de Combate à Corrupção Explicadas Uma a Uma - PL 4850/2016*


Por Ana Mônica Jaremenko*

Está acontecendo no Brasil uma verdadeira guerra de informação, contrainformação e desinformação. O Ministério Público Federal (MPF) encampou a causa das 10 Medidas de Combate à Corrupção. Contudo, grupos que não têm interesse na aprovação das 10 medidas têm tentado desconstruir seu verdadeiro sentido lançando inverdades e confundindo o entendimento dos cidadãos brasileiros, tentando assim, sabotar sua aceitação popular e sua aprovação no Congresso Nacional.

Com o intuito de frustrar essa sabotagem, decidi publicar as 10 Medidas de Combate à Corrupção Explicadas Uma a Uma. Clicando AQUI você pode ler essa explicação da forma que foi proposta pelo MPF e disponibilizada no portal das 10 Medidas.

Apoie, divulgue e compartilhe as 10 Medidas de Combate à Corrupção! Não deixe que elas caiam no ostracismo ou que sua aprovação seja frustrada. Entre em contato com seus representantes na Câmara dos Deputados e EXIJA QUE O PL 4850/2016 SEJA APROVADO IMEDIATAMENTE E SEM ALTERAÇÕES.



Medida 06 | Medida 07 | Medida 08 | Medida 09 | Medida 10 |
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* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

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domingo, 26 de junho de 2016

Apoio ao Ministério Público Pela Aprovação das 10 Medidas*


Por Ana Mônica Jaremenko*

Há exatamente 3 anos, nós comemorávamos o arquivamento da PEC 37/2011, que previa diminuição da autonomia dos Ministérios Públicos. Veja AQUI, o que publicamos na época sobre o assunto.

Agora, O Ministério Público Federal encampa o PL 4850/2016 das 10 Medidas Contra a Corrupção. Nossa luta agora é, entre outras, pela aprovação sem alterações desse projeto.

Hoje, em todo o Brasil, cidadãos brasileiros literalmente deram-se as mãos em um gesto de apoio às 10 Medidas Contra a Corrupção. Em Goiânia (GO), o ato, que foi chamado de escrita humana, aconteceu no Parque Vaca Brava com cerca de 215 pessoas formando a escrita "10 MEDIDAS".

A organização do evento contou com o apoio de diversos grupos de manifestação popular, entre eles o Cristãos Que Protestam, o Vem Pra Rua Goiás, o Patriotas Goiás, o SOS Brasil e o Voz nas Ruas.

Você pode assistir ao vídeo Aprovem as 10 Medidas Já! Goiânia Contra a Corrupção - 26 jun. 2016 👉 AQUI.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

#NãoPEC37 - Data Marcada*

Por Ana Mônica Jaremenko*

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* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

#EVD Eu Voto Distrital.**

Por Ana Mônica Jaremenko*

Resolvi aderir à campanha do voto distrital. O motivo de não tê-lo feito até agora foi por pura falta de conhecimento. No site #EuVotoDistrital encontrei uma fonte segura de informação sobre esse assunto e que sintetizo aqui.
O voto distrital facilita a comunicação dos cidadãos com seus representantes e estimula a participação das pessoas na vida política.

Hoje no Brasil, temos 81 Senadores, 513 Deputados Federais, 1,059 Deputados Estaduais e 56.810 Vereadores.  Dos 513 Deputados Federais, apenas 38 foram eleitos com votos próprios. Isso justifica o nosso Congresso não representar os interesses da nação brasileira. Com um número tão grande de legisladores, fica impossível acompanhar o processo legislativo. Ao se definir um representante específico para cada região, fica mais fácil para a população fiscalizar e cobrar o seu político.

Com o voto distrital, o candidato não precisa percorrer todo o estado (ou cidade) atrás de votos, diminuindo assim os gastos de campanha. Campanhas mais baratas refream a corrupção e abrem chance para a eleição de lideranças locais, além de incentivarem o debate de propostas.

O voto distrital criará um sistema partidário mais forte, um poder legislativo mais coeso e uma nova dinâmica de governabilidade. Os partidos, grandes ou pequenos, enfrentarão o saudável desafio de atrair a população para suas causas, exercendo na prática o que dizem acreditar. Aumenta o contato entre políticos e eleitores, colocando a agenda legislativa mais próxima dos desafios e necessidades da sociedade. Com isso, aumenta também a credibilidade das instituições partidárias e do Legislativo.
A aproximação entre os eleitores e seus representantes torna o Poder Legislativo mais autônomo face ao Executivo, contribuindo para o equilíbrio entre os três Poderes. Os projetos de lei, que hoje são preponderantemente elaborados pelo Executivo, passarão a ser cada vez mais de iniciativa dos legisladores, refletindo mais de perto os interesses da população.

voto distrital pode ser o primeiro passo em direção a uma política mais participativa, em que os cidadãos tenham instrumentos simples e diretos de orientar o processo político. Não é a solução da democracia: a adoção de um sistema não resolverá todos os problemas da política. O voto distrital é apenas um modo de tornar os problemas mais solúveis.

No Senado, está tramitando o PLS 145/2011, de autoria do Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), que institui o voto distrital em municípios com mais de 200 mil habitantes.

Sugiro que cada um de nós, além de votar no site #EuVotoDistrital, curta e compartilhe #EVD no Facebook e no Twitter.

Envie, também, e-mail's ao maior número de Senadores possivel - no mínimo aos Senadores nos quais você votou na última eleição. Lembra quais foram? Envie também e-mail's aos Deputados Federais.

Modelo de e-mail a ser enviado a Senadores e/ou Deputados Federais:
Assunto: Vote a favor do PLS 145/2011. Vote a favor do Voto Distrital. #EVD. 
Para:
Exmo(a). Sr(a). Senador(a) [Nome do(a) Senador(a)]
Exmo(a). Sr(a). Deputado(a) [Nome do(a) Deputado(a)] 
Vote A FAVOR do PLS 145/2011. Vote A FAVOR do Voto Distrital
O Voto Distrital criará um sistema partidário mais forte, um poder legislativo mais coeso e uma nova dinâmica de governabilidade, tornando o Poder Legislativo mais autônomo face ao Executivo, contribuindo para o equilíbrio entre os três Poderes, refletindo mais de perto os interesses da população e aumentando também a credibilidade das instituições partidárias e do Legislativo. 
Respeitosamente,
[Seu nome]
RG. nº
Título de Eleitor nº
Domicílio Eleitoral: [Município/UF]
Dica: envie e-mail's um-a-um. Não envie e-mail para vários Senadores e/ou Deputados de uma só vez, pois o sistema de informática do Congresso considera como spam e sua mensagem não alcançará o destinatário. Dá um pouquinho de trabalho, mas é pelo Brasil, pelo nosso presente e pelas gerações futuras.

Eu e meu amado esposo já assinamos a Petição.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A quem interessa a PEC 37/2011?*

Por Ana Mônica Jaremenko*

Conhecido como a PEC da Impunidade, a PEC 37/2011 está tramitando pelos obscuros corredores do Congresso desde 2011. Uma proposta que visa tirar o poder de investigação dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal só pode interessar a quem tem muito a varrer para debaixo do tapete. Corruptos, responsáveis pelos desvios de verbas públicas, integrantes do crime organizado (parece que aqui no Brasil, organizado é só o crime), agentes públicos que cometem abusos de poder e violações de direitos humanos.

PEC 37/2011 é um atentado frontal contra a democracia, a cidadania e o Estado de Direito. Porém, já foi aprovada em comissão e poderá ser votada em plenário pela Câmara dos Deputados a qualquer momento.

É urgente que aqueles que se importam com a democracia, a cidadania e o Estado de Direito no Brasil se manifestem contra a PEC 37/2011. Enviem e-mail's ao maior número de Deputados Federais possivel - no mínimo ao Deputado Federal em quem você votou na última eleição. Lembra quem foi? Envie também e-mails aos Senadores.

Modelo de e-mail a ser enviado a Deputados Federais e Senadores:  
Assunto: VOTE CONTRA A PEC 37/2011
Para:

Exmo(a). Sr(a). Deputado(a) [Nome do(a) Deputado(a)]
Exmo(a). Sr(a). Senador(a) [Nome do(a) Senador(a)] 
A PEC 37/2011 atenta contra o REGIME DEMOCRÁTICO, A CIDADANIA E O ESTADO DE DIREITO e pode impedir que outras Instituições como a Receita Federal, os Tribunais de Conta, as Forças Armadas, e mesmo as Comissões Parlamentares de Inquérito, realizem investigações, reservando tal atribuição exclusivamente à Policia Civil e à Policia Federal. Não deixem isso acontecer, votem contra a PEC 37/2011.

Respeitosamente,

[Seu Nome]
RG. nº
Título de Eleitor nº
Domicílio Eleitoral: [Município/UF]
Dica: envie e-mail's um-a-um. Não envie e-mail para vários Deputados e/ou Senadores de uma só vez, pois o sistema de informática do Congresso considera como spam e sua mensagem não alcançará o destinatário. Dá um pouquinho de trabalho, mas é pelo Brasil, pelo nosso presente e pelas gerações futuras.

Assine também a Petição Contra o PEC 37/2011 e faça a campanha #NãoPEC37 no Twitter e no Facebook. Converse sobre este assunto com as pessoas de seu convívio. Exerça sua cidadania.


Eu e meu amado esposo já assinamos.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

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