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sábado, 1 de outubro de 2016

Para que serve o voto? Governo legítimo e democracia*

Por Pedro Carleial*

A vontade da maioria não é capaz de conferir legitimidade a um governo. O entendimento claro da base ética dos direitos e da natureza do governo deixa claro que é a limitação do governo à defesa dos direitos individuais dos cidadãos que o torna legítimo. A legitimidade está no conteúdo da Constituição, e não nas eleições.

Se democracia não dá legitimidade a um governo, para que serve o voto? A Constituição de um país é que define a natureza intencionada para seu governo, mas são as instituições que determinam se a Constituição será respeitada. A separação entre poderes e as eleições são meios de assegurar na prática e perpetuar a liberdade garantida pela Constituição.

Poderes separados e eleições são instituições de grande poder estabilizante. Uma ditadura é o oposto: um “dia ruim” do ditador significa um reflexo imediato em todo o país. A sucessão de um ditador pode significar a mudança de um governo razoavelmente benevolente para a pior tirania. De um dia para o outro.

Se existisse um ditador que limitasse sua atuação exclusivamente à defesa dos direitos dos cidadãos, este seria, por incrível que pareça, um governo legítimo. A legitimidade de um governo depende do que ele faz, não de como é constituído. É claro que essa “ditadura benevolente” é algo inverossímil, pessoas que buscam o poder absoluto nunca o fazem para não usá-lo!

Mesmo aceitando a premissa fantasiosa de um ditador que resolve não ditar, fica claro que este sistema político é completamente condicionado à vontade de uma única pessoa. Se um dia o ditador resolve que quer um avião novo, e decide tomar recursos de cidadãos inocentes para comprá-lo, está acabado o respeito aos direitos naquele país.

A separação de poderes e o voto são mecanismos para reduzir esta instabilidade. Estabelecido um governo legítimo, através de uma Constituição que limite a ação do governo à defesa dos direitos individuais, estas instituições são poderosas em preservá-lo.

Em um governo com separação de poderes, se um homem decide violar a Constituição isto não abala o sistema político. Mesmo que este homem seja o chefe de estado, a separação de poderes dá mecanismos para que se remova do poder aqueles que violam, ou tentam violar os direitos dos cidadãos.

As eleições são um segundo nível de proteção. Sabendo que a sua permanência no governo depende do apoio popular, governantes têm um grande incentivo para não tentar violar seus direitos.

Separação de poderes e eleições não são, no entanto, suficientes em si. Estabilidade não é algo bom quando a situação atual é de violação de direitos. A separação de poderes não protege o cidadão quando todos os poderes concordam em violar seus direitos e é isto que acontece quando a Constituição não protege ou prevê a violação sistemática dos direitos individuais dos cidadãos.

Eleições não protegem o cidadão quando ele sequer sabe quais são seus verdadeiros direitos, ou pior – conscientemente escolhe violar os direitos do próximo através do governo, sem perceber que a possibilidade de fazê-lo significa que ele também é desprovido de direitos.

domingo, 30 de junho de 2013

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff, aos Deputados Federais e aos Senadores*

Por Ana Mônica Jaremenko*

Resolvi aderir à proposta da Marisa Lobo. Enviei e-mail à Presidente Dilma Rousseff conforme modelo abaixo.

Adequei o texto e enviei também aos Deputados Federais e Senadores, para que os mesmos se manifestem e intercedam em favor dos cidadãos cristãos brasileiros.

No link abaixo, o e-mail do Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência:

No link abaixo, os e-mails dos Deputados Federais.


No link abaixo, os e-mails dos Senadores.


Incentivo a todos os cidadãos de bem a fazerem o mesmo.

1.  Eis o modelo do e-mail à Presidente Dilma Rousseff:
Exmo. Sr. Ministro Gilberto Carvalho,
Secretaria Geral da Presidência,
República Federativa do Brasil. 
Reclamo, através deste e-mail, que seja dado aos cidadãos cristãos desta nação, sejam eles católicos, ou protestantes de quaisquer denominações, o direito de seus representantes serem recebidos e ouvidos pela Presidenta Dilma Rousseff, tendo a oportunidade de demonstrarem nossa indignação e de contribuirmos positivamente para debatermos a cerca dos rumos da política e da sociedade brasileira, de forma justa, sem preconceito religioso. 
Peço que a Presidenta Dilma Rousseff lembre que teve o apoio das principais lideranças cristãs desta nação para sua candidatura em encontro realizado em 29 de setembro de 2010, no qual a Presidenta Dilma Rousseff concedeu entrevista coletiva registrada no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=W8typC73N9Y. 
Declaro que apoio a Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff de autoria da Dra. Marisa Lobo Franco Ferreira Alves, publicada em http://bit.ly/12a0kux, à qual, subscrevemo-nos eu e minha família. 
Respeitosamente, 
[NOME]RG. nº
Título de Eleitor nº
Domicílio Eleitoral: [Município, UF].
2. Eis o modelo do e-mail aos Deputados Federais e Senadores:
Exmo(a). Sr(a). Deputado(a) Federal,
Exmo(a). Sr(a). Senador(a),

Peço, através deste e-mail, que V.Exa. interceda junto à Presidência da República que seja dado aos cidadãos cristãos desta nação, sejam eles católicos, ou protestantes de quaisquer denominações, o direito de seus representantes serem recebidos e ouvidos pela Presidenta Dilma Rousseff, tendo a oportunidade de demonstrarem nossa indignação e de contribuirmos positivamente para debatermos a cerca dos rumos da política e da sociedade brasileira, de forma justa, sem preconceito religioso.

Peço que observe que a Presidenta Dilma Rousseff teve o apoio das principais lideranças cristãs desta nação para sua candidatura em encontro realizado em 29 de setembro de 2010, no qual a Presidenta Dilma Rousseff concedeu entrevista coletiva registrada no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=W8typC73N9Y.

Declaro que apoio a Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff de autoria da Dra. Marisa Lobo Franco Ferreira Alves, publicada em http://bit.ly/12a0kux, à qual, subscrevemo-nos eu e minha família.

Respeitosamente,

[NOME]
RG. nº
Título de Eleitor nºDomicílio Eleitoral: [Município, UF].

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PEC 37/2011 arquivada*



Por Ana Mônica Jaremenko*

A PEC 37/2011 caiu. Foi rejeitada pelo Plenário da Câmara dos Deputados em Sessão Deliberativa Extraordinária, ontem, 25 de junho de 2013. Faço questão de informar esse detalhe. No dia anterior, recebemos a notícia que a sessão para apreciação da PEC 37 seria adiada. Muitos então se acomodaram, com a sensação de que haveria mais tempo para explicar às pessoas o motivo para serem contra a PEC 37 e buscar mais apoiadores para a Petição.

Durante os últimos dias, como resultado do clamor público, vários Deputados que antes apoiavam a PEC 37 começaram a pedir a retirada de suas assinaturas da referida proposta. Eu mesma enviei e-mail a cada um dos 513 Deputados Federais solicitando que votassem contra a PEC 37/2011 Recebi resposta de alguns deles. A ação de enviar e-mail's aos Parlamentares é válida. Funciona. Fica evidenciado a eles que estamos acompanhando cada passo que dão no Congresso Nacional.

Porém, ontem, no início da noite, senti como se tivessem puxado o tapete debaixo dos meus pés. Recebi a notícia de que a PEC 37 seria votada ainda naquela noite. Cheguei a sentir-me traída. Era uma Sessão Extraordinária. O risco da PEC 37 ser aprovada era ainda grande, a despeito da vontade popular.

Qual não foi a minha surpresa ao final da Sessão Extraordinária! A PEC 37 caiu! Dos 513 Deputados Federais, 442 participaram da sessão. Destes, somente dois se abstiveram do voto e nove votaram a favor. Um que votou a favor é o Deputado Federal João Campos (PSDB/GO). Conheço o nobre Deputado e respeito o posicionamento dele, apesar de não concordar com seu ponto de vista sobre esse assunto. Ele sempre expressou seus argumentos em favor da tal proposta, o que me faz respeitá-lo mais ainda por manter seu discurso mesmo com os ventos terem mudado de direção. É um cristão verdadeiro, para quem o sim é sim e o não é não. Fico feliz de ver que os demais Deputados da bancada goiana votaram contra a PEC 37 Poucas vezes tenho tido orgulho dos representantes goianos no Congresso, tanto por considerarem a vontade do povo como por defenderem suas posições, mesmo que essas sejam contrárias aos anseios populares, sempre usando de argumentos lógicos, é claro.

Mas, a luta não para por aqui. Ela é permanente. Temos aprendido o caminho para fiscalizar o legislativo. E isso em qualquer instância. É nosso dever como cidadãos. É exercício de cidadania. É nosso legado às futuras gerações.

Clicando na imagem que encabeça esse post, você poderá acompanhar como foi a tramitação da PEC 37/2011 na Câmara dos Deputados. E na coluna da direita deste Blog, você poderá continuar a acompanhar o trâmite de outras propostas legislativas.

Aos legisladores, deixo a seguinte citação bíblica:
Isaías 10:01
Aos membros dos Ministérios Públicos um pedido: continuem sendo a voz e os olhos do povo brasileiro! Ajam com justiça e temor a Deus!


* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

#EVD Eu Voto Distrital.**

Por Ana Mônica Jaremenko*

Resolvi aderir à campanha do voto distrital. O motivo de não tê-lo feito até agora foi por pura falta de conhecimento. No site #EuVotoDistrital encontrei uma fonte segura de informação sobre esse assunto e que sintetizo aqui.
O voto distrital facilita a comunicação dos cidadãos com seus representantes e estimula a participação das pessoas na vida política.

Hoje no Brasil, temos 81 Senadores, 513 Deputados Federais, 1,059 Deputados Estaduais e 56.810 Vereadores.  Dos 513 Deputados Federais, apenas 38 foram eleitos com votos próprios. Isso justifica o nosso Congresso não representar os interesses da nação brasileira. Com um número tão grande de legisladores, fica impossível acompanhar o processo legislativo. Ao se definir um representante específico para cada região, fica mais fácil para a população fiscalizar e cobrar o seu político.

Com o voto distrital, o candidato não precisa percorrer todo o estado (ou cidade) atrás de votos, diminuindo assim os gastos de campanha. Campanhas mais baratas refream a corrupção e abrem chance para a eleição de lideranças locais, além de incentivarem o debate de propostas.

O voto distrital criará um sistema partidário mais forte, um poder legislativo mais coeso e uma nova dinâmica de governabilidade. Os partidos, grandes ou pequenos, enfrentarão o saudável desafio de atrair a população para suas causas, exercendo na prática o que dizem acreditar. Aumenta o contato entre políticos e eleitores, colocando a agenda legislativa mais próxima dos desafios e necessidades da sociedade. Com isso, aumenta também a credibilidade das instituições partidárias e do Legislativo.
A aproximação entre os eleitores e seus representantes torna o Poder Legislativo mais autônomo face ao Executivo, contribuindo para o equilíbrio entre os três Poderes. Os projetos de lei, que hoje são preponderantemente elaborados pelo Executivo, passarão a ser cada vez mais de iniciativa dos legisladores, refletindo mais de perto os interesses da população.

O voto distrital pode ser o primeiro passo em direção a uma política mais participativa, em que os cidadãos tenham instrumentos simples e diretos de orientar o processo político. Não é a solução da democracia: a adoção de um sistema não resolverá todos os problemas da política. O voto distrital é apenas um modo de tornar os problemas mais solúveis.

No Senado, está tramitando o PLS 145/2011, de autoria do Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), que institui o voto distrital em municípios com mais de 200 mil habitantes.

Sugiro que cada um de nós, além de votar no site #EuVotoDistrital, curta e compartilhe #EVD no Facebook e no Twitter.

Envie, também, e-mail's ao maior número de Senadores possivel - no mínimo aos Senadores nos quais você votou na última eleição. Lembra quais foram? Envie também e-mail's aos Deputados Federais.

Modelo de e-mail a ser enviado a Senadores e/ou Deputados Federais:
Assunto: Vote a favor do PLS 145/2011. Vote a favor do Voto Distrital. #EVD. 
Para:
Exmo(a). Sr(a). Senador(a) [Nome do(a) Senador(a)]
Exmo(a). Sr(a). Deputado(a) [Nome do(a) Deputado(a)] 
Vote A FAVOR do PLS 145/2011. Vote A FAVOR do Voto Distrital. 
O Voto Distrital criará um sistema partidário mais forte, um poder legislativo mais coeso e uma nova dinâmica de governabilidade, tornando o Poder Legislativo mais autônomo face ao Executivo, contribuindo para o equilíbrio entre os três Poderes, refletindo mais de perto os interesses da população e aumentando também a credibilidade das instituições partidárias e do Legislativo. 
Respeitosamente,
[Seu nome]
RG. nº
Título de Eleitor nº
Domicílio Eleitoral: [Município/UF]
Dica: envie e-mail's um-a-um. Não envie e-mail para vários Senadores e/ou Deputados de uma só vez, pois o sistema de informática do Congresso considera como spam e sua mensagem não alcançará o destinatário. Dá um pouquinho de trabalho, mas é pelo Brasil, pelo nosso presente e pelas gerações futuras.

Eu e meu amado esposo já assinamos a Petição.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

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