Simplesmente Fedora precisa de sua ajuda para permanecer nas redes sociais e conta com você!

Simplesmente Fedora é um blog cristão, brasileiro, conservador, anticomunista, antiglobalista, apartidário, sem patrão, sem patrocínio. Utiliza plataforma e ferramentas gratuitas, mas precisa de telefonia e internet, que são pagas. Obrigada por sua doação!
Mostrando postagens com marcador imposto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imposto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A arte a serviço do crime*

Por Tom Martins*

Desde a Antiguidade sabe-se de artistas que enalteceram tiranos. Hoje, a arte e os intelectuais rendem loas a criminosos.

Na Grécia Antiga, o “teatro” ocorria dentro dos templos dionisíacos e, mais tarde, em espaços construídos para este fim, os teatros de arena, ao ar livre, com arquibancadas e tratamento acústico.

O teatro era ritualístico, roteirizado, solene, carregado de ordem e regras. Havia o coro, o responsório, os personagens individualizados, autores e textos que subsistiram aos séculos.

Já a filosofia, por sua vez, era mambembe, pulsava nas ruas, no Ágora, na vida pública dos cidadãos livres. Muitas vezes sem textos; Sócrates nunca escreveu, até onde sabemos, sobre filosofia.

No Brasil atual, a situação se inverteu. A filosofia tornou-se show business com astros e estrelas, palco e luz, engessada sob a autoridade dos burocratas nas universidades públicas, que são uma espécie de sumos-sacerdotes e, as universidades, seus templos dionisíacos.

Já o teatro – ao menos aquele louvado pela academia e pela elite cultural, aquele teatro do qual ninguém pode falar mal, sob pena de ser condenado por heresia – transformou-se em “teatro de rua”, teatro engajado, teatro “popular”.

Decerto o teatro de rua existe há muito tempo, desde as farsas burlescas romanas até a bastante conhecida versão do teatro de feira da Baixa Idade Média, a Commedia dell’arte.

A diferença do teatro de rua atual, engajado ideologicamente com o comuno-fascismo e o sindicalismo populista daquele teatro mambembe que existe desde os primórdios – incluindo aí o circo – é que, enquanto o teatro popular antigo aportava nas vilas e cidades e era bancado pelos próprios espectadores, o teatro de rua atual vive de recursos estatais.

Além de viver de editais, o teatro de rua contemporâneo é alimentado intelectualmente pelo establishment acadêmico que, por sua vez, também é sustentado por dinheiro de impostos.

Sendo amparado intelectual e financeiramente pela elite governamental, o teatro “popular” (assim como a filosofia show business) está preso aos ditames da ideologia dominante: o racialismo, o feminismo misândrico, o sindicalismo gayzista, a defesa do lumpesinato e todos os preceitos doutrinários do comuno-fascismo oficial (também denominado “esquerdismo” ou “progressismo”).

Enquanto atores e filósofos da Antiguidade dependiam das doações de seu público, os atores e filósofos atuais dependem de uma só coisa: do dinheiro dos impostos. Os atores e filósofos antigos eram verdadeiramente marginais, os de hoje marginalizam seus financiadores, são a elite.

"Eu odeio a classe média!"
Clique AQUI e assista a esse trecho da
fala de Marilena Chauí, em 13 maio 2013.
Assim, a classe média brasileira, semi-escravizada, tendo praticamente metade do fruto de seu trabalho tomada pelo estado sob a forma de impostos, custeia o freak show de Marilena Chauí, que afirma odiar essa mesma classe média que a sustenta. We accept you, one of us!

Policiais pobres pagam impostos para sustentar um grupo (ou vários) de teatro que os calunia e os ridiculariza. Famílias pobres pagam impostos para que o filho do rico brinque de revolucionário nas universidades públicas. É o estado contra o povo e em prol da elite e a elite contra o povo, em prol dos bandidos.

Se, numa feira medieval, um grupo teatral fosse desinteressante, receberia uma chuva de excrementos, coisas podres e vaias. Na melhor das hipóteses, não receberia um tostão por sua apresentação. Acontece que o artista de rua chapa-branca, que come editais no café da manhã, não está preocupado em fazer algo de qualidade. Basta um projeto redigido dentro das normas dos editais, bons contatos para ser aprovado por algum burocrata e voilà! Surgem então encenações, que não teriam público algum por conta própria, viajando o país para se apresentarem em teatros vazios ou numa praça onde, por sorte, haverá um público acidental.

Ironicamente, é graças à mais fundamental lei de mercado que essas apresentações de “coletivos” anti-capitalistas existem e multiplicam-se por aí. Há uma oferta de dinheiro estatal para financiar esse tipo de arte ideologicamente engajada, portanto, há uma enorme demanda de gente interessada em receber esse dinheiro.

Então, parte do dinheiro que é tomado do cidadão, numa completa deturpação do caráter dos serviços públicos, é investido em campanhas culturais contra a própria população. Fomenta-se, através de produções artísticas, o ódio racial, o feminismo radical, o escárnio a policiais, a defesa de bandidos, a doutrinação gayzista para crianças, o aborto, o vilipêndio público de ato ou objeto religioso (especialmente os católicos), enfim, toda a cartilha dita “progressista”, de A a Z.

Recentemente, um desses grupos de teatro de rua, ironicamente financiado pelo governo do Estado de São Paulo via Proac (Programa de Ação Cultural), estava apresentando seu “espetáculo”, no qual policiais eram retratados como porcos usando saias (xingar de gay não seria homofobia, segundo a cartilha politicamente correta?), quando foram presos por desrespeito à Bandeira Nacional (contravenção prevista no art. 35 da Lei no. 5700 de 01/09/1971).

Foi uma situação complicada, os policiais não tinham escolha, caso fizessem vista grossa, estariam prevaricando e poderiam ser punidos.

Do ponto de vista da infowar, a guerra de narrativas que domina o cenário político atual, foi uma vitória dos grupos que defendem bandidos. Na verdade, foi um presente dos céus (ou dos infernos, melhor dizendo).

É uma estratégia comum nas manifestações de esquerda a provocação deliberada dos grupos policiais para, após a justa reação, os manifestantes denunciarem a truculência da polícia. Eles sabem desde 1969 que não podem vencer na força, mas vencem facilmente o embate de narrativas. Foi isso o que ocorreu, em âmbito cultural, na cidade de Santos. Certamente o ator que foi detido (por poucas horas) está rindo até agora.

Neste caso, o estado, além de financiar o grupo calunioso, teve que pagar a operação policial que vai entupir ainda mais o lerdo e inepto sistema judiciário brasileiro, o qual terá que pagar também. Tudo isso para que a esquerda tenha mais uma narrativa da “opressão policial” sustentada por todos os grandes jornais.

Sob o ponto de vista da estratégia da guerra cultural, foi um tiro no pé.

Neste 1º de novembro, um grupo de artistas e intelectuais (sic) fez uma vigília em prol dos 111 criminosos amotinados mortos na rebelião do Carandiru de 1992.

O ato, idealizado pelo artista plástico Nuno Ramos, com a participação de figuras como Zé Celso Martinez-Corrêa, Marcelo Tas, Paulo Miklos, Bárbara Paz, Laerte, Daiane dos Santos, Ferréz e outros figurões da elite cultural, consistiu na leitura dos nomes dos bandidos mortos durante 24 horas seguidas e foi transmitido ao vivo pela TV Cultura e divulgado exaustivamente por todos os grandes veículos de comunicação.

Com a implosão do governo petista e o fracasso de seu substituto direto entre o eleitorado de extrema-esquerda nas últimas eleições, o PSOL, a militância já está, de maneira organizada, buscando outras narrativas. Uma delas é a orwelliana defesa dos “direitos humanos”. “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força.” Assim, a tese do monopólio da bondade esquerdista, o “nós somos bons e todos os outros são maus” ganha alguma sobrevida.

Para exemplificar a relação promíscua entre ideologia e financiamento estatal, basta uma rápida busca no Portal da Transparência para vermos que o grupo de teatro de Zé Celso, a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, recebeu do governo federal, apenas entre 2009 e 2010, a bagatela de R$ 8.477.897,36 (quase oito milhões e quinhentos mil reais em 2 anos!), sendo um dos maiores recebedores de dinheiro público da categoria.


Sem contar os 300 mil da lei de fomento recebidos em 2002, o aporte de 1 milhão de reais anuais da Petrobrás e os 9 mil mensais que recebe da lei de anistia.

Em 2012, o maior beneficiário do financiamento estatal em produções teatrais encenou, na PUC-SP, a mutilação e decapitação de um boneco que representava um sacerdote católico.

Sua declaração [assista AQUI], numa entrevista de 2015 à Carta Capital, em que aparece fumando maconha em público e afirma que “falta vermelho na bandeira brasileira” não foi por acaso.

Vasculhando o Portal da Transparência, vemos outros tantos grupos de teatro ideologicamente engajados figurando sempre nos Top 10. Há o “Movimento Hip Hop Organizado do Brasil”, que recebeu R$ 1.528.075,03 em 2005, o “Grupo Anônimo de Teatro”, que levou R$ 994.188,40 em seis anos de captação, até um tal “Instituto Femina” voltado à questões feministas e de gênero que abocanhou 63 mil em dois anos.

Há ainda o obscuro “Instituto Latinoamerica”, agraciado com R$ 1.827.980 em 4 anos. Essa “ONG” foi responsável pela captação de recursos, em 2010, para uma festa para assentados da reforma agrária (onde discursou o ex-presidente Lula). A festa, que durou uma noite e foi bancada por dinheiro público, custou 15 milhões de reais [leia matéria AQUI].

Todos os exemplos acima estão apenas nos tópicos “Produção teatral” e “Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificados anteriormente” do Portal da Transparência.

É urgente que a questão do fomento estatal para as artes seja discutida e revista. O que vemos nesses últimos anos são os amigos do rei agraciados com montanhas de dinheiro para fazer um eficiente proselitismo ideológico disfarçado de arte ruim.

Enquanto houver dinheiro estatal jorrando nas mãos de espertalhões, projetos sérios e iniciativas educacionais e culturais para crianças, jovens e adultos continuarão à míngua, sem apoio e sem fomento, enquanto os doutrinadores oficiais cooptam a juventude e vencem a infowar dia após dia.

Que fique claro: não se trata aqui de corrupção, de desvio de verbas, de caixa dois ou alguma denúncia criminal. Toda essa farra com o dinheiro público aconteceu perfeitamente dentro da lei. E é exatamente este o problema.

É necessário que o teatro reconquiste sua carga dramática, que viremos a página do teatro estatista, do teatro chapa-branca. É preciso que o teatro volte ao teatro e a filosofia retorne, livre, às praças públicas. A arte precisa voltar a dialogar com o público e com a sociedade.

O que vemos atualmente não é teatro, mas um gigantesco e bem-sucedido projeto de doutrinação comuno-fascista aos moldes da Revolução Cultural maoísta e de inspiração gramsciana. É lavagem cerebral pura e simples, na qual os acadêmicos são os sumos-sacerdotes, os filósofos de holofote são seus oráculos e os atores e diretores, os fiéis mais cegos, levando a Arte ao altar de sacrifício para aplacar a ira do deus Política.

“La commedia è finita!“

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Por que eu, brasileiro, sou um conservador*

Por: Felipe Moura Brasil*

Felipe Moura Brasil
Eu nasci no Rio de Janeiro, no Brasil, e me descobri um conservador.

Eis algumas razões pelas quais isto aconteceu:

1) Quando eu era pequeno, e só queria comer biscoito, minha avó me distraía com palavras-cruzadas durante as refeições enquanto me dava comida de verdade na boca.

Adivinhar e associar palavras para cada significado enunciado nas revistas me deu um agudo senso de que cada palavra precisa corresponder a um significado bem definido.

Tomando gosto por descobrir palavras novas para nomear as coisas do mundo, cresci buscando enriquecer meu repertório vocabular em letras de samba, crônicas, contos, poesias e finalmente romances, quando abri os livros deixados nas estantes por vovó.

As palavras e, por conseguinte, a literatura e o conhecimento, assim como o samba, a praia, o futebol, o cinema e as mulheres, felizmente despertaram muito mais meu interesse na juventude do que a política e, pior, a militância precoce.

Quando comecei a ouvir políticos anunciando que chegariam ao poder para promover a “igualdade” entre as pessoas, foi fácil então notar que “igualdade” não era a palavra certa, porque eles precisariam ter mais poder que o restante de nós para fazer isso.

Se eles pretendiam usar esse poder para tirar dinheiro dos ricos e distribuir aos pobres, por que diabos eu deveria acreditar que eles não ficariam com a maior parte desse imenso volume de dinheiro para si próprios e suas campanhas eleitorais?

O objetivo real não podia ser a “igualdade” entre as pessoas. Era o controle sobre elas.

Em nome da “justiça social”, um slogan que arrebanhava multidões de crentes na angelicalidade desses políticos, eles buscavam o controle da extorsão estatal.

Assim como vovó me ajudava com dicas, obviamente precisei da ajuda de intelectuais para descobrir quais eram as palavras certas para descrever os fenômenos que eu observava com ceticismo em meu país.

Informado pelos artigos do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho de que faltava a visão conservadora em nosso debate público dominado pela esquerda, tratei de procurar conservadorismo onde ele existia, como na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Roger Scruton
Com ajuda do filósofo inglês Roger Scruton, especialmente no livro de 1986 “Pensadores da Nova Esquerda”, verifiquei que eles estavam muito menos interessados em definir significados dos seus alegados objetivos socialistas do que em apontar inimigos, como a “burguesia” e “as instituições”, contra os quais todos deveriam se unir sob o potencial purificador de uma bandeira moralizadora.

“E justiça social é um objetivo tão irresistivelmente importante, e sem dúvida tão superior aos ‘interesses estabelecidos’ que se opõem a ela, que redime toda ação feita em seu nome”, escreveu Scruton, antecipando, na prática, o desastre político-criminal brasileiro.

Se ser conservador era ter consciência de que herdamos algo de bom e de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas, foi fácil me reconhecer como tal até mesmo pelo exemplo do samba.

Robert Conquest
15 jul. 1917 - 03 ago. 2015
Os sambistas que eu admirava estavam sempre exaltando os velhos mestres do gênero e lutando para manter vivos seus legados musicais em meio a novos modismos. Que a maioria deles fosse de esquerda politicamente, em nada alterava esses fatos.

Como aprendi com Robert Conquest, outro conservador inglês: “Todo mundo é de direita nos assuntos que conhece.” E eles, sem dúvida, conhecem bem o samba.

Dennis Prager
Já com o autor americano Dennis Prager, aprendi que quanto maior o governo, menor o cidadão, o que também foi fácil de comprovar pela experiência de 200 anos em meu país da luta do cidadão contra o Estado arbitrário.

Se fosse viva e visse os efeitos ainda mais nefastos do aumento do tamanho e do poder do Estado no Brasil, vovó decerto concordaria com essas palavras, dizendo:

“Agora só mais uma garfada, ok?”

2) Meu pai é oftalmologista.

Cresci vendo-o levantar cedo para ir trabalhar em salas alugadas de consultório e centro cirúrgico; e, quando ele voltava, trabalhava ainda mais no computador.

Mesmo de madrugada, escutava pacientes pelo telefone e, em casos de emergência, abandonava cama, viagem ou lazer para operar quem corria risco de perder a visão.

Famosos cirurgiões brasileiros e estrangeiros ficaram impressionados quando vieram ver meu pai realizando com precisão, em menos de 40 minutos, cirurgias complicadas de retina que muitos se gabavam de fazer em períodos de 4 a 8 horas.

Apesar da imensa burocracia brasileira para quem quer empreender, ele realizou com seus sócios o sonho de construir um hospital de olhos, além de virar membro vitalício da Academia Americana de Oftalmologia e da Academia Nacional de Medicina.

É ainda um dos fundadores do Instituto de Catarata Infantil, entidade sem fins lucrativos que atende famílias de baixa renda para prevenir a cegueira de crianças de 0 a 3 anos por meio da cirurgia precoce da catarata.

Testemunhei em casa, portanto, um exemplo vivo de renúncias, responsabilidades e esforços necessários para a realização de grandes conquistas pessoais que beneficiam o restante da população com oferta de empregos e serviços privados de qualidade, além da experiência multiplicadora de transmissão do conhecimento em salas de aula.

Vi meu pai fazer a diferença na vida de pessoas de todos os níveis de renda.

Quando eu soube que brasileiros como ele tinham de trabalhar cinco meses só para pagar impostos, foi fácil entender que “justiça” não era a palavra certa, especialmente quando ele ironizava a qualidade dos serviços públicos oferecidos em contrapartida:

“Meu filho, você não vê o extraordinário retorno em segurança, educação, saúde, emprego, enriquecimento de pobres e miseráveis…?” Não, pai.

Vejo o Brasil em 1º lugar no ranking mundial de assassinatos com 60 mil por ano e nos últimos em qualidade de educação e serviços de saúde, além das marcas de quase 12 milhões de desempregados e mais de 73 milhões de pobres e miseráveis que o paternalismo estatal não tirou da pobreza nem da miséria, apesar da falsa propaganda.

Após 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores, o Brasil se tornou o quarto país mais corrupto do mundo, atrás apenas de Chade, Bolívia e Venezuela.

Como o governo de um partido de sindicalistas que pregavam “ética”, “igualdade” e “justiça social” nos deixou esse resultado? Aumentando e explorando criminosamente o tamanho e o poder do Estado às custas do cidadão trabalhador.

Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff criaram milhares de cargos de livre nomeação e de confiança na burocracia estatal, que se somaram aos numerosos já existentes, incluindo os 11 mil das 135, sim, 135 estatais brasileiras.

O mérito do qual dependeu o sucesso de meu pai era dispensável para ocupar esses cargos, em boa parte usados para enriquecimento ilícito, financiamento eleitoral ilegal, compra e venda de influência, favores e apoio político.

O Ministério Público Federal acusou Lula de ter assim montado e comandado o que os procuradores chamaram de “propinocracia”, o governo movido a propina.

Isto inclui o então maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que aconteceu, não por acaso, na maior estatal brasileira: Petrobras, a companhia nacional de petróleo, cuja dívida bruta atingiu em 2015 o nível recorde de 506,5 bilhões de reais.

A corrupção agravou o déficit das contas públicas, que atingiu 170,5 bilhões de reais ao término em 2016 do governo de Dilma, afastada após processo de impeachment por ter usado ilegalmente dinheiro dos bancos estatais para financiar o governo.

O tamanho do déficit é consequência do tamanho insustentável do Estado brasileiro.

A despesa pública primária cresceu 51% acima da inflação no período de 2008 a 2015, durante o qual a receita evoluiu apenas 14,5%. Os gastos se tornaram muito maiores do que a arrecadação, levando o Brasil à bancarrota.

Para fazer caixa e recuperar a economia do país, o governo do ex-vice-presidente Michel Temer tratou de criar projetos para limite das despesas públicas, diminuição de ingerência política nas estatais, além de programas de demissão voluntária de seus funcionários e de concessão e privatização de ao menos algumas delas.

Embora a maioria da população brasileira seja conservadora em questões como o repúdio ao aborto, à legalização das drogas e ao desarmamento, isto não implica uma noção clara dos efeitos nocivos do aumento do tamanho e do poder do Estado, muito menos a capacidade de reconhecer e não eleger políticos com essa agenda.

A queda do PT lançou luz sobre a corrupção e a ineficiência decorrentes disso, mas a parte da esquerda que o alçou ao poder e ainda predomina em universidades, escolas, imprensa, show business, mercado editorial e talvez agora até nas palavras-cruzadas culpa outros fatores para tentar apagar essa luz e manter a população no escuro.

Logo do Partido
Conservado Inglês
Meu pai sempre buscou fazer as pessoas enxergarem melhor. Minha avó sempre amou o conhecimento. Como um conservador que se tornou colunista da maior revista do Brasil e o maior influenciador político no Twitter do país, eu busco honrar o legado de meu pai e minha avó fazendo brasileiros e agora estrangeiros enxergarem que o conservadorismo pode ser uma luz antes de qualquer decisão inconsequente, não apenas um remédio amargo quando tudo o mais fracassou.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Como surgiram os intelectuais de esquerda no Brasil ou a Sociedade dos Poetas Aproveitadores*


Por Ana Mônica Jaremenko*

Não resisti à paráfrase. Mas vou explicar. Em 13 de março de 1964, o Presidente João Goulart, comunista de carteirinha, anunciou em comício no Rio de Janeiro um programa de reformas em que tomaria medidas extremas, o que ele chamava de "reformas de base". Ele assinara o Decreto da "Supra", desapropriando terras, encampando refinarias particulares de petróleo, anunciando o monopólio da Petrobrás, tabelamento de aluguéis e reforma da Constituição. Dizem que havia cerca de 130 mil cidadãos assistindo ao comício, que era retransmitido a todo volume na Praça da Sé, em São Paulo.

Segundo o Jornal do Brasil, edição do dia seguinte, senhoras paulistas rezavam um terço nos degraus da Catedral da Sé, pedindo proteção a Deus contra a ameaça comunista no Brasil. Estudantes da Universidade Mackenzie manifestaram-se contra a encampação da Refinaria de Capuava, anunciando um movimento de protesto contra o decreto.

A sociedade civil começou então a pedir a deposição do Presidente da República. A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, considerado pela Igreja Católica padroeiro da família. A manifestação paulista contava com organizações femininas como a Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), a União Cívica Feminina, a Fraterna Amizade Urbana e Rural, entre outras entidades, e recebeu apoio da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. Participaram do evento cerca de 300 mil pessoas. A Marcha, como foi chamada, começou na Praça da República, finalizando na Praça da Sé, com a celebração da missa "pela salvação da democracia" e distribuição do Manifesto ao Povo do Brasil, convocando a população a reagir contra Goulart.

A iniciativa da Marcha da Família repetiu-se em outras capitais mesmo após o Senador Áureo de Moura Andrade declarar vaga a Presidência em 2 de abril de 1964, o que as tornou conhecidas como "marchas da vitória". A marcha do Rio de Janeiro, articulada pela Camde, levou às ruas cerca de um milhão de pessoas no dia 2 de abril de 1964.

Ora, toda essa informação está historicamente documentada. Minha pesquisa foi no acervo digital do Jornal do Brasil na Biblioteca Nacional, no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas e em artigos e declarações de jornalistas e observadores da época. Ao final desse artigo, colocarei as fontes confirmando os fatos.

Segundo Stephen Kanitz, o povo comemorava o fim da ameaça comunista. Os militares não tinham interesse de se perpetuarem no Poder. Pensavam que seria um governo interino até as próximas eleições, respeitando o calendário eleitoral natural.

Os intelectuais da época apoiavam todo esse desenlace. Então, você que está lendo deve estar se perguntando: se o povo se manifestou em massa pela deposição de João Goulart e comemorava com marchas da vitória, o que fez com que mudassem de opinião?

A Constituição vigente à época era a de 1946, que trazia em seu artigo 203 o mesmo artigo 113 nº 36 da Constituição de 1934, com o seguinte texto:
“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor”.
Kanitz diz que os militares cometeram seu maior erro ao promoverem a Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho de 1964, aprovada 81 dias depois, passando a obrigar todo jornalista, escritor e professor do país a pagar imposto de renda, algo que nenhum deles fazia desde 1934.

Em minha leitura desse ponto, achei estranho esse artigo, haja vista ele ir de encontro ao nº 1 do mesmo artigo onde estava escrito que
“Todos são iguais perante a lei. Não haverá privilégios, nem distinções, por motivo de nascimento, sexo, raça, profissões próprias ou dos pais, classe social, riqueza,crenças religiosas ou idéias políticas”.
Como então jornalistas, escritores e professores gozavam de privilégios que o restante da população não tinha? E não era só isso não. Jornalistas tinham desconto de 50% em passagens aéreas, não pagavam imposto predial, imposto de transmissão, imposto complementar, tinham isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de desconto até em casas de diversões.

Esses intelectuais que haviam apoiado o Congresso e os militares na deposição do Presidente comunista, esses mesmos que usufruíam de tantos privilégios, que não pagavam imposto há 30 anos, sentiram-se traídos com a aprovação da Emenda Constitucional nº 9. Foi assim que começou o revés, a mudança de opinião, começando a influenciar a população contra Regime Militar e enaltecendo os ideais comunistas.

Assim surgiram os intelectuais de esquerda no Brasil ou, parafraseando a obra cinematográfica, inaugura-se a Sociedade dos Poetas Aproveitadores, que não querem pagar impostos, querem usufruir do bom e do melhor, curtir a vida, enquanto o resto da população banca os custos sociais. Talvez por terem assim cauterizado a razão, temos testemunhado hoje como essa intelectualidade tem reagido ao fim das mordomias com a ameaça de ficarem sem o Ministério da Cultura ou sem o financiamento da Lei Rouanet.

Como revanche, passados 50 anos do que eles denominaram de “golpe”, não vemos nenhum jornalista ou professor de História, Filosofia ou Sociologia tocar nesse assunto em suas classes. Temos inclusive que levar em conta que os jornalistas e professores de hoje não têm conhecimento dos verdadeiros fatos que são comprovados documentalmente, haja vista não terem sido ensinados na verdade.

Será que, após essa revelação, jornalistas, escritores e professores, apoiadores do comunismo e do socialismo, formadores de opinião que são, não mudarão seus discursos? Ou continuarão seguindo a filosofia de Gerson. de levar vantagem em tudo?

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

FORA DA CAIXA | LINKS PARA REFLEXÃO | CLIQUE NA IMAGEM

FORA DA CAIXA | LINKS PARA REFLEXÃO | CLIQUE NA IMAGEM
Clique na imagem: Articulistas & Sites | Canais no Telegram | Canais no YouTube

Eu Apoio as 10 Medidas Contra a Corrupção!

Eu Apoio as 10 Medidas Contra a Corrupção!
Clique no banner e saiba mais.

O CANAL DE SIMPLESMENTE FEDORA FOI DELETADO DO YOUTUBE!!!

C E N S U R A D O !!!