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Tem circulado das redes sociais trechos de uma entrevista do então Presidente João Figueiredo (1985) ao jornalista Alexandre Garcia, ainda na extinta TV Manchete.
Com uma nova perspectiva, encontro nesse vídeo um resgate de uma parte da História do Brasil que tem sido deturpada pelas mídias e pelas escolas. Enxergo nessa entrevista um homem preocupado com o Brasil, com a ética na política, com a democracia, com a verdade.
Para evitar dúbias interpretações, haja vista "texto fora de contexto pode virar pretexto", resolvi publicar o vídeo na íntegra. Assim, quem resolver assistir poderá tirar suas próprias conclusões.
* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.
Jô Soares entrevista Ulysses Guimarães SBT/Programa Jô Onze e Meia São Paulo (SP), set. 1992
Esta semana, em 25 ago. 2016, inicia-se a última fase do Processo de Impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff. Em 31 jul. 2016, tivemos as últimas grandes manifestações de rua antes desse evento. Alguns grupos e pessoas tentaram fazer com que não acontecessem, anunciando manifestação em data mais próxima, exatamente para o dia de hoje, 21 ago. 2016, o que não aconteceu. Ainda bem que alguns grupos não desistiram da manifestação de 31 de julho.
Eu, particularmente, espero que a próxima semana inicie com a confirmação do impeachment da Presidente Dilma, haja vista ela ter cometido sim os crimes dos quais é acusada (veja AQUI quais são), o processo ser constitucional e ter seguido seu rito legal e naturalmente.
A proximidade desse acontecimento histórico me faz lembrar da entrevista do saudoso Ulysses Guimarães ao Programa Jô Soares Onze e Meia, dias antes do também histórico impeachment de Fernando Collor de Melo em setembro de 1992.
Em Literatura, o clássico, o universal, é aquele texto ou livro, independente de forma ou estilo, que permanece no tempo com seu valor. Exemplo disso é Machado de Assis. Há crônicas dele publicadas em jornais da época que parecem falar de nossos dias atuais. Guardadas as devidas proporções entre um escritor e um político, assim acontece também com Ulysses Guimarães. Isso é História!
Assista à entrevista no vídeo abaixo.
* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.
Ontem, parei uns instantes para assistir aos Promotores do Caso Lava Jato em duas entrevistas concedidas no dia anterior. A coletiva falando da 31ª Operação - Abismo, onde vi revelar-se o Dr. Roberson Henrique Pozzobon (anos) e a entrevista do Dr. Deltan Martinazzo Dallagnol (36 anos) ao Programa Studio I, da Globo News, falando sobre corrupção, impunidade e o brasileiro ser autor de sua própria história.
Os cidadãos brasileiros têm se admirado com a postura ética e determinada dos juízes e promotores que têm conduzido o caso Lava Jato. Uma admiração positiva em vista dos escândalos de corrupção que têm vindo à tona o Brasil.
Enquanto considero a fala e as atitudes dessa força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, lembro de uma música do cantor evangélico Fernandinho, "Geração de Samuel". A música fala de uma geração nova, verdadeira, integra e justa, espelhada no Profeta Samuel, que foi Juiz em Israel, tendo ungido a Davi como rei. Sempre ouvi e cantei essa música como uma profecia.
Chamou-me a atenção uma frase do Promotor Pozzobon. "Precisamos cada vez mais que o MP, a polícia, o judiciário e a sociedade formem uma grande rede combate à corrupção".
Deltan Martinazzo Dallagnol
Outra coisa que tem me chamado a atenção é que esses promotores que têm se destacado nesse caso têm declarado publicamente que são cristãos. Dellagnol, ao ser questionado se abraçaria a carreira política respondeu prontamente que não, mas não perdeu a oportunidade de declarar sua fé, dizendo que almeja um dia tornar-se Pastor e ainda fez menção de uma passagem bíblica. Falou sobre plantar e colher e que "a colheita é resultado de o que se planta". Sobre a corrupção sistemática e endêmica que tem vindo á tona, ao conhecimento de todos nós, ele diz que "A corrupção é pluripartidária". Ambos, Pozzobon e Dellagnol, são unânimes em constatar que a sociedade tem que se conscientizar da mudança cultural e ética que deve acontecer nela mesma, de baixo para cima, só assim para combater a corrupção.
Observando esse grupo de operadores da lei, fico a perguntar em oração: será que a geração de Samuel está se levantando no Brasil? Espero que sim. E que essa seja a geração que fará a diferença, que seja exemplo hoje e para as próximas gerações. Que essa seja uma brisa de mudança para o Brasil.
Abaixo, o vídeo com a entrevista de Dallagnol ao Studio I, da Globo News.
"A corrupção é pluripartidária."
Deltan Dallagnol em entrevista ao Studio I,
da Globo News, 04 jul. 2016.
* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente Fedora. Fedora é meu heterônimo para assuntos políticos.