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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Rio 2016 quebra recorde de uso de preservativo: 42 preservativos por atleta*

Chitra Ramaswamy*

O número de preservativos fornecidos aos atletas sugere que a reputação da Vila Olímpica como um foco de atividade sexual é bem merecido. Esse é realmente o caso?

A dezessete dias do início da competição, 10.500 atletas, 33 locais, e 450.000 preservativos. Isso é a quantidade de "camisinhas"(pequenas camisas em gíria brasileira) que estão sendo fornecidas pelo Comitê Olímpico Internacional para os Jogos de Verão Rio 2016. Quarenta e duas por atleta para ser mais específico, o que, mesmo para os padrões Olímpicos, é um exagero.

Bem-vindo aos Jogos Olímpicos mais promíscuos na história. A distribuição de 350.000 preservativos, 100.000 preservativos femininos e 175.000 pacotes de lubrificante para a Vila Olímpica do Rio - alojamentos de atletas, condomínios, lojas, bares, e clubes - é três vezes maior do que os 150.000 preservativos distribuídos em Londres 2012, o que levou tablóides ingleses a divulgarem que foram "os jogos mais promíscuos de todos os tempos".

"Esta é absolutamente a maior distribuição de preservativos", admite Zac Purchase, medalhista olímpico, que se aposentou do remo em 2014 e competiu em Londres e Pequim. "Mas é tudo tão longe da realidade, mais do que se pensa. Uma Vila Olímpica não é um caldeirão de atividade sexual. Estamos falando de atletas que estão focados em produzir o melhor desempenho de suas vidas".

Então, por que eles precisam de 450.000 preservativos? A distribuição recorde para o Rio é justificada pelo fato de os preservativos femininos estarem sendo doados pela primeira vez. O vírus Zika, que se espalhou por todo o Brasil e que tem dominado as discussões sobre os Jogos Olímpicos, não está sendo cotado como uma razão, mas atletas britânicos têm sido orientados sobre o assunto e a equipe australiana vai chegar munida com preservativos antivirais para fornecer proteção extra.

A estatística de distribuição de preservativos começou em Seul, em 1988, quando 8.500 preservativos foram distribuídos para os atletas e relatos de preservativos encontrados nos telhados de residências da Vila levou a Associação Olímpica a proibir o sexo ao ar livre. Desde então, o número de preservativos fornecidos deu um salto digno de medalha de ouro na ginástica: para 90.000 em Barcelona 1992, considerando tímida a distribuição de 15.000 unidades em Atlanta 1996. Em Sydney 2000, os organizadores australianos distribuíram 70.000 preservativos, sendo que mais 20.000 foram trazidos pelos turistas. Em Atenas 2004, a Durex doou 130.000 preservativos "para suavizar o desempenho da elite desportista do mundo na arena e sob as cobertas".

Esse assunto tem permeado a reputação da aldeia olímpica como uma espécie de Woodstock louca por sexo para os atletas. De acordo com o ganhador da medalha de ouro da Austrália em tiro ao alvo Mark Russell, é "o lugar mais testosteronado na terra". Em Londres 2012, Grindr caiu entre os atletas finalistas, e em Sochi 2014, a campeã feminina olímpica de snowboard observou que "o fogo sexual na Vila Olímpica é próximo nível". Depois de Pequim 2008, uma tenista de mesa divulgou os segredos do "fest sex" e da "liberação vulcânica do hedonismo reprimida", que aparentemente acontece quando milhares de atletas no topo de seu jogo se reúnem. (Para que você possa saber ... não estão eles também exausto?) "É um lugar calmo durante a competição", insiste Zac Purchase. E depois? "Há um monte de celebração, mas  muito controladas".

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Bíblia, o Cristão e a Política (1)*


Por Ana Mônica Jaremenko*

Esta semana, este artigo completa seis anos desde que foi publicado pela primeira vez no Blog Família Abençoada Jaremenko e continua atual. Publico-o aqui hoje somente acrescentando assuntos (5) discutidos atualmente no Congresso Nacional visando manter a contextualização.

O convite para colaborar com o Blog Cristãos Que Protestam muito nos honra e tem tudo a ver começar essa colaboração falando sobre "Blíblia, cristão e política".

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O que diz a Bíblia sobre o cristão e a política? Vamos refletir sobre o assunto?

Muitos dizem que "religião e política não se discute". Alguns dizem até que o cristão não deve se envolver com política, que político é tudo igual, que quem é honesto vira desonesto ao se envolver com política, etc.

Recentemente, o envolvimento de igrejas com o processo sucessório político-administrativo tem sido crescente. O Estado brasileiro é laico, isto é, livre de religião, sendo esta de livre escolha dos cidadãos. Sendo assim, a Igreja não deve se intrometer em política, nem a política nos atos da Igreja.

Porém, quanto aos cristãos, estes não perdem a cidadania ao professarem sua fé. Continuam sendo contribuintes de impostos. No Brasil, são obrigados a prestarem o serviço eleitoral. E sofrem, como qualquer pessoa, as consequências dos atos e decisões político-administrativas.

¶5 Recentemente, têm sido discutidos, no Congresso Nacional, assuntos que dizem respeito diretamente às famílias. Casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção de crianças por casais homoafetivos, intervenção do poder público quanto ao modo como os pais devam disciplinar seus filhos, descriminalização das drogas, escola sem partido, ideologia de gênero, Base Nacional Curricular Comum (BNCC), etc.

Ora, a família é a base da sociedade. E as igrejas cristãs têm a família como Projeto de Deus. No mínimo, ignorar os fatos políticos é, de certa forma, omissão.

Se reportarmo-nos à Bíblia, encontraremos exemplos fortes de homens e mulheres de Deus que se envolveram no processo político-administrativo de seu tempo. Abraão, já nos primórdios bíblicos, assentava-se com reis e decidia sobre a divisão política do Oriente Médio. José teve status de Primeiro-Ministro no Egito Antigo. Moisés é considerado o legislador do povo hebreu. Houve o período dos Juízes, com Débora, Gideão, Jabez e outros. Samuel aconselhou os primeiros reis de Israel, Saul e Davi. Salomão foi considerado o rei mais sábio, em sua época. Daniel foi conselheiro de reis dominadores do povo hebreu. O que não dizer de Ester, Esdras, Neemias, que não foram omissos, mas se posicionaram em favor de seu povo. Os apóstolos Pedro e Paulo não perdiam a oportunidade de falar aos poderosos de seu tempo.

Não seriam estes exemplos suficientes para nos convencer de que homens e mulheres de Deus não só podem como devem se envolver com política? Alguém já disse que "quem não se envolve em política porque não gosta é dominado por aqueles que gostam e se envolvem". A quem recorreríamos em favor do povo cristão quando estes se vissem privados de seus direitos como cidadãos?
* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Geração de Samuel está se levantando no Brasil?*

Por Ana Mônica Jaremenko*

Roberson Henrique Pozzabon
Ontem, parei uns instantes para assistir aos Promotores do Caso Lava Jato em duas entrevistas concedidas no dia anterior. A coletiva falando da 31ª Operação - Abismo, onde vi revelar-se o Dr. Roberson Henrique Pozzobon (anos) e a entrevista do Dr. Deltan Martinazzo Dallagnol (36 anos) ao Programa Studio I, da Globo News, falando sobre corrupção, impunidade e o brasileiro ser autor de sua própria história.

Os cidadãos brasileiros têm se admirado com a postura ética e determinada dos juízes e promotores que têm conduzido o caso Lava Jato. Uma admiração positiva em vista dos escândalos de corrupção que têm vindo à tona o Brasil.

Enquanto considero a fala e as atitudes dessa força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, lembro de uma música do cantor evangélico Fernandinho, "Geração de Samuel". A música fala de uma geração nova, verdadeira, integra e justa, espelhada no Profeta Samuel, que foi Juiz em Israel, tendo ungido a Davi como rei. Sempre ouvi e cantei essa música como uma profecia.

Chamou-me a atenção uma frase do Promotor Pozzobon. "Precisamos cada vez mais que o MP, a polícia, o judiciário e a sociedade formem uma grande rede combate à corrupção".

Deltan Martinazzo Dallagnol
Outra coisa que tem me chamado a atenção é que esses promotores que têm se destacado nesse caso têm declarado publicamente que são cristãos. Dellagnol, ao ser questionado se abraçaria a carreira política respondeu prontamente que não, mas não perdeu a oportunidade de declarar sua fé, dizendo que almeja um dia tornar-se Pastor e ainda fez menção de uma passagem bíblica. Falou sobre plantar e colher e que "a colheita é resultado de o que se planta". Sobre a corrupção sistemática e endêmica que tem vindo á tona, ao conhecimento de todos nós, ele diz que "A corrupção é pluripartidária".

Ambos, Pozzobon e Dellagnol, são unânimes em constatar que a sociedade tem que se conscientizar da mudança cultural e ética que deve acontecer nela mesma, de baixo para cima, só assim para combater a corrupção.

Observando esse grupo de operadores da lei, fico a perguntar em oração: será que a geração de Samuel está se levantando no Brasil? Espero que sim. E que essa seja a geração que fará a diferença, que seja exemplo hoje e para as próximas gerações. Que essa seja uma brisa de mudança para o Brasil.

Abaixo, o vídeo com a entrevista de Dallagnol ao Studio I, da Globo News.

"A corrupção é pluripartidária."
Deltan Dallagnol em entrevista ao Studio I,
da Globo News, 04 jul. 2016.

* Eu sou Ana Mônica Jaremenko, escritora (poeta e cronista), ativista política, blogueira, gestora de mídias sociais e corretora de imóveis. Administradora, dentre outros, do blog Simplesmente FedoraFedora é meu heterônimo para assuntos políticos.

Graça e paz!

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